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Maria Elaine, patroa do piquete O Mocambo, no Acampamento Farroupilha | Foto: Maia Rubim/Sul21

Luís Eduardo Gomes

Maria Elaine Rodrigues Espíndola é mulher, negra e patroa de um piquete do Acampamento Farroupilha. A satisfação com o posto, evidente no sorriso com que recebe quem chega, tem razão de ser. Onde mais ela poderia contar a história de seus ancestrais, os Lanceiros Negros, que lutaram na guerra que não era deles, mas que os permitia sonhar com a liberdade? Como mestre griô, uma guardiã da memória, ela utiliza o espaço, respeitando as tradições farroupilhas, para cumprir esse papel: preservar e transmitir as tradições dos negros gaúchos.

“Eu respeito sempre porque eu também me sinto incluída nessa cultura. Eu também respiro esse ar rio-grandense, eu também tomo o chimarrão e amo essa veste. Posso não entender totalmente a veste da mulher da fazenda, mas lá de trás, da lida, do trabalho, eu também aprendi”.

Maria Elaine é patroa do piquete O Mocambo, ligado à associação comunitária de mesmo nome que representa moradores da Cidade Baixa e arredores. Criada entre as décadas de 1970 e 1980, ainda sem esse nome, a associação tem por objetivo preservar a história do bairro que originalmente foi um reduto de negros de Porto Alegre. Desde os anos de 1950, 1960, porém, grande parte dos negros que habitavam a região acabaram passando por um processo de remoção liderado pelo Estado – o mais notório deles foi a remoção da comunidade da antiga Ilhota para a atual Restinga – ou, com o valorização dos imóveis da região, mudando-se para áreas em que a moradia era mais acessível.

“As famílias que constituíam a entidade, aos poucos foram se distanciando no próprio bairro, e esse processo de exclusão fez com que o poder público levasse muitas delas para a própria Restinga. Mas alguns não foram, e ficaram resistindo”, diz Maria Elaine. “Quando a gente percebeu que estávamos nos separando, fomos ao OP [Orçamento Participativo] pedir um local para contarmos a nossa história nesse bairro”, complementa.

Em 2004, o Mocambo recebeu permissão da Prefeitura para usar as instalações do número 1.530 da Av. Loureiro da Silva como centro cultural para realizar esse trabalho. Na mesma época, por iniciativa de seu esposo, Cláudio Espíndola, natural de Pelotas, iniciou um trabalho para que a entidade montasse, “com muita dificuldade”, um piquete no Acampamento Farroupilha. Maria Elaine lembra que o primeiro espaço sequer tinha cobertura, apenas uma lona os protegia da chuva.

Cláudio foi o primeiro patrão, posto que ocuparia por alguns anos até adoecer – ele viria a falecer em 2009. Inicialmente, o cargo foi herdado por um homem, mas, no ano seguinte, Maria Elaine acabou assumindo a função. “Nós também temos que ficar e assumir, enquanto mulheres, porque somos a maioria na entidade”, diz. Ela conta que, em 2017, já está em sua sexta ou sétima edição do Acampamento como patroa. Sua primeira preocupação, sempre, é a cobertura, em respeito às dificuldades que tiveram naquela primeira participação.

Se o negro já é raro no Acampamento, uma mulher negra e patroa, é ainda mais. Maria Elaine sentiu isso, mas não se deixou intimidar. “Quando tu vem a primeira vez, parece que tem que se justificar. Estou vindo porque perdi o meu marido e quero continuar o legado dele. E tu precisa de apoio, não só dos teus, mas da própria vizinhança, para que ela te perceba também com honradez. E, nesse momento que te percebe como uma mulher que está ali lutando, sabe que muda um pouco a relação. Independente de a palavra patrão já dizer tudo, aos poucos, muito timidamente, eu fui me apresentado como a patroa”.

Apesar disso, ela conta que ainda tem gente que chega na porteira e pergunta pelo patrão. Ela levanta, vai em direção à porta, dá bom dia e se apresenta como patroa. “Muitos se surpreendem”, diz. No entanto, destaca que o número de mulheres no posto vêm crescendo. Esse ano, já são mais de 30, fora as que “organizam tudo” nos bastidores, observa.
 
 
 Maria Elaine posa ao lado dos itens que utiliza para ajudar a contar a história do negro gaúcho | Foto: Maia Rubim/Sul21

Preservação da história negra

Maria Elaine afirma que, hoje, o piquete O Mocambo também cumpre um papel importante na preservação da história do negro no Rio Grande do Sul. Aquela que por muitos anos não esteve presente na Literatura – e não está em muitas das “versões oficiais” –, mas que foi sendo transmitida pela oralidade de família a família, e assim conseguiu ser preservada. No último domingo (17), a atividade realizada pelo piquete como parte da programação turística do Acampamento lembrou os Lanceiros Negros, corpo de soldados formado por escravos libertados para lutar ao lado do exército farroupilha.

“Aqui é um lugar para celebrar a auto-estima desse povo que, mesmo não vencendo a guerra, se infla por ter estado nela com a sua coragem. Em que lugar nós vamos discutir a coragem desses homens sem nome que o todo da história chamou de Lanceiros Negros? Tem que ser aqui também, para que lado a lado, aos poucos, também seja ‘concedido’ o reconhecimento de que o meu povo, a minha etnia, lá atrás, também contribuiu numa guerra que não era deles, dos seus antepassados, sonhando em serem libertos”, afirma Maria Elaine ao destacar que, muito do trabalho que vem sendo feito pelos historiadores mais recentes para reconstituir o papel dos negros na Revolução Farroupilha, hoje já registrado na literatura, deve-se justamente à preservação da história através da oralidade.

Nascida em 1947, ela integrou a primeira geração de sua família em que todos os cinco irmãos foram alfabetizados. Após concluir o colégio, virou professora. Chegou a pensar em ser freira para continuar os estudos, única chance que tinha na época. Acabou fazendo um curso para dar aulas de braile, sendo professora na área até sua aposentadoria. Também é artista plástica. Foi uma das responsáveis pela obra O Tambor – primeira obra pública realizada pelo movimento negro organizado na Capital –, inaugurada em 2010 na Praça Brigadeiro Sampaio, antigo Largo da Forca, onde os negros que fugiam em busca de liberdade eram levados para morrer na origem da cidade.

Líder comunitária, com atuação em conselhos de saúde, mas também uma mestre griô, figura na cultura afro que tem o papel de ser a “guardiã da memória” e transmiti-la para as gerações seguintes. É com essa responsabilidade que Maria Elaine decorou o piquete O Mocambo com itens e imagens que remetem à ancestralidade africana e ao passado dos negros no Rio Grande do Sul. Um dos quadros alude às rainhas africanas. A patroa faz questão de lembrar que os negros são descendentes de reis e rainhas. Mas também há peças que lembram o passado doloroso da escravidão. O marcador de gado que era usado tanto no lombo dos animais quanto de humanos, que à época não eram considerados cidadãos. O antigo pente que era aquecido no fogo para alisar os cabelos de gerações de negros. Há ainda peças que homenageiam a cultura de seus ancestrais, misturados com elementos de crenças indígenas e cristãs, como a Nossa Senhora Negra que adorna a mesa do piquete. “Nós não estamos nessa história? Estamos. Então temos que dizer que esse negro é gaúcho e esse gaúcho é negro”, afirma.
 
 
 Maria Elaine faz questão de destacar que negros são descendentes de reis e rainhas africanos | Foto: Maia Rubim/Sul21

Lanceiros Negros

Se a história oficial não lhes deu um nome, Maria Elaine diz que foram buscar na figura de um homem chamado Salvador, que depois da guerra foi ao Rio de Janeiro, se alistar no Exército brasileiro, um símbolo para contar as histórias dos demais Lanceiros Negros – senão aquela que ele vivenciou de fato, mas como um arquétipo das versões que foram sendo transmitidas pela oralidade ao longo das décadas. “Os Lanceiros sem nome, tu não pode dizer que sentimento eles tiveram. Então cumpre a mim, com essa minha alma também de resgate, poder pensar e avaliar o que será que sentiu o bisavô do meu pai, o tataravô, lá atrás, nesse período de guerra, e buscar alguém que conte isso”.

O tema deste ano da Semana Farroupilha é “Farroupilhas: idealistas, revolucionários e fazedores de história”. No site oficial, há uma lista de nomes a serem reverenciados. Para Maria Elaine e O Mocambo, essa foi uma oportunidade de contar a história dos heróis desconhecidos, sem nome. “Aqui dentro, onde eu posso falar, eu reverencio os heróis como foi o tema proposto, mas esses heróis esquecidos também têm que vir. Porque eles não tinham nome, eu estou querendo dar um agora, ainda que seja um nome da minha imaginação, mas para que descansem em paz. Tantos filmes não fazem sucesso buscando isso, para que alguém se sinta representado? Eu estou fazendo isso, tenho esse compromisso de contar a minha história”, diz, destacando o papel da representatividade para que os negros sintam que pertencem a esse espaço, tão marcado por personagens brancos. “A gente quer dizer que aquele homem esquecido podia ser qualquer um de nós”.

O próprio nome Mocambo já é uma escolha por representatividade que não seja aquela consagrada na literatura oficial. No dicionário, a palavra significa lugar pequeno, sujo, escuro, para onde o escravizado fugidio ia para se esconder. “O Mocambo, nesse momento contemporâneo, é um local onde nos reunimos para discutir e dizer para o poder público a política que nós queremos para exercer cidadania. Não é mais um lugar de fuga”, diz Maria Elaine.

Confira mais fotos, clicando aqui.


Fonte: portal Sul21
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7º MOINHO DA CANÇÃO GAÚCHA
E 1º MOINHO PIÁ
1º E 2 DE DEZEMBRO DE 2017
PANAMBI-RS
INSCRIÇÕES ATÉ: 1º/11/2017

REGULAMENTO - FICHA DE INSCRIÇÃO

O Moinho da Canção Gaúcha, instituído pela Lei Municipal nº 3334/2011, regulamentado por este instrumento, é uma realização da Prefeitura Municipal de Panambi, através da Secretaria Municipal de Educação e Cultura. Trata-se de um festival de música nativista e galponeira, extensivo a todo o Brasil e países pertencentes ao Mercosul, através da participação de poetas, músicos e cantores identificados com a cultura do Rio Grande do Sul e da América Latina, tendo como baliza as referências culturais norteadoras da cultura gaúcha, com a apresentação de composições inéditas. No ano de 2017, adentra à programação do 7º Moinho da Canção Gaúcha o 1º Moinho Piá, que visa à interpretação musical de crianças e adolescentes de 7 a 14 anos, residentes no Rio Grande do Sul, sendo igualmente balizadas pelas referências culturais citadas anteriormente.
2 – DOS OBJETIVOS
2.1 – Divulgar, através da poesia e da música, valores da cultura gaúcha, de forma a preservar a arte, a imagem e o autêntico sotaque do Rio Grande do Sul, mantendo viva a terminologia, a indumentária, os usos e os costumes característicos do Pampa Gaúcho.

2.2 – Valorizar o homem e a lida do campo, personagens da nossa história, retratando sua importância para a literatura e para a sustentação do folclore do Rio Grande do Sul, do Brasil e dos países do Mercosul.

2.3 – Resgatar as peculiaridades musicais e poéticas do Rio Grande do Sul, na afirmação de suas crenças e na busca por suas raízes.

2.4 – Promover os intérpretes, compositores, pesquisadores e artistas em suas potencialidades artístico-culturais.

2.5 – Desenvolver, na população em geral, o apreço pelas manifestações artísticoculturais sul rio-grandenses.

2.6 – Tornar o município de Panambi um polo catalisador da música regional e crioula.

3 - DA ADMINISTRAÇÃO DO FESTIVAL
Será formada uma Comissão Organizadora, nomeada pelo Prefeito Municipal, que terá a Coordenação da Secretaria Municipal de Educação e Cultura para realizar o evento, sendo que à mesma compete:

3.1 – Contratar pessoal técnico a fim de atender à sua destinação específica para o desenvolvimento do Evento.

3.2 - Escolher a Comissão Julgadora da competição musical, a ser integrada por cinco pessoas de reconhecida idoneidade e qualificação técnica nas áreas da música, poesia, história e cultura regional; devendo um dos membros ser panambiense nato ou aqui radicado.

3.3 - Constituir e nomear tantas subcomissões quantas necessárias para melhor atender os objetivos do Evento, as quais não serão remuneradas, a exemplo da Comissão Organizadora.

3.4 – Receber as inscrições para o Festival.

3.5 – Contratar artistas de renome e popularidade para os shows do Festival.

3.6 – Elaborar o relatório final do Evento e o balanço das respectivas despesas e receitas.

4 – DA INSCRIÇÃO E PARTICIPAÇÃO
4.1 Do 7º Moinho da Canção Gaúcha

4.1.1 – Poderão participar compositores e intérpretes de todo o Brasil e países do Mercosul, desde que obedeçam as normas deste Regulamento.

4.1.2 – Serão aceitos poemas em Línguas Portuguesa e Espanhola, desde que identificados com a cultura regional, étnica, urbana e campeira do Rio Grande do Sul.

4.1.3 – As inscrições são gratuitas e ilimitadas, porém subirão ao palco no máximo duas músicas por autor, tanto da letra quanto da melodia.

4.1.4 – O 7º MOINHO DA CANÇÃO GAÚCHA será realizado no dia 02 de dezembro de 2017, tendo como local o Parque Municipal Rudolfo Arno Goldhardt, Avenida Konrad Adenauer, 355, de Panambi - RS, com horário de início previsto para às 19h30.

4.1.5 – Poderão participar do Festival SOMENTE composições inéditas, o que pressupõe que a obra não deve ter sido gravada ou divulgada anteriormente.

4.1.6 – Há duas maneiras de inscrever-se no Festival:
a) Por correio: enviar a ficha de inscrição, devidamente preenchida e assinada. Cada composição deverá ser enviada em CD de Áudio, acompanhada de 06 (seis) cópias digitadas da letra, constando no CD e em todas as vias, somente o nome da composição e o gênero musical;

b) Por e-mail: moinhocancaogaucha@panambi.rs.gov.br, enviando como documentos anexos:

• Arquivo MP3 com o áudio da música inscrita;

• Arquivo Word, com a letra da composição digitada em fonte Arial 12;

• Ficha de inscrição preenchida e assinatura digitalizada.

4.1.7 – As inscrições, via correio, deverão ser endereçadas à “COMISSÃO ORGANIZADORA DO 7º MOINHO DA CANÇÃO GAÚCHA”, Rua Andrade Neves, 594 - Bairro Centro, CEP 98280-000, Panambi/RS.

4.1.8 – Somente serão aceitas as inscrições que chegarem à Comissão Organizadora até às 17 horas do dia 1º de novembro de 2017, independente da data de postagem nos Correios.

4.1.9 – Os artistas intérpretes e o(s) autor(es), no momento de sua inscrição e participação no 7º MOINHO DA CANÇÃO GAÚCHA, reserva(m) os direitos audiovisuais de sua obra ao evento e à Prefeitura Municipal de Panambi, autorizando sua divulgação, bem como sua gravação e comercialização.

4.1.10 – O Festival não indenizará ou remunerará qualquer pessoa por sua apresentação ou execução de instrumento no palco do Festival, além da premiação (explicitada no item 6.2 deste regulamento), valendo-se inclusive do disposto no artigo anterior.

4.2 Do Moinho Piá
4.2.1 – O 1º MOINHO PIÁ será realizado no dia 1º de dezembro, no Parque Municipal Rudolfo Arno Goldhardt, Avenida Konrad Adenauer, 355, de Panambi - RS, com horário de início previsto para às 19h. O vencedor do primeiro lugar deverá realizar uma apresentação da música vencedora no dia 02 de dezembro, quando da realização do 7º Moinho da Canção Gaúcha.

4.2.2 - Poderão participar intérpretes residentes no Estado do Rio Grande do Sul, que estejam na faixa etária de 7 a 14 anos, desde que obedeçam às normas deste Regulamento.

4.2.3 – Serão aceitas músicas em Línguas Portuguesa e Espanhola, desde que identificados com a cultura regional, étnica, urbana e campeira do Rio Grande do Sul.

4.2.4 – As inscrições são gratuitas e ilimitadas, porém subirá ao palco apenas uma música por intérprete.

4.2.5 – Serão selecionadas 6 (seis) músicas para serem interpretadas no 1º Moinho Piá, as quais poderão ser acompanhadas por banda de apoio ou playback, sendo de responsabilidade do intérprete providenciar o acompanhamento escolhido.
a) Haverá passagem de som durante a tarde do dia 1º, independentemente de o intérprete ser acompanhado por banda ou playback, em horários previamente agendados para cada concorrente.

b) O Festival não se responsabiliza em caso de insatisfações com a banda de apoio ou qualidade sonora do playback selecionado pelo intérprete.

4.2.6 - No ato da inscrição, o intérprete deverá informar se sua performance será acompanhada por banda de apoio ou playback.

4.2.7– Há duas maneiras de inscrever-se no Festival:
a) Por correio: enviar a ficha de inscrição, devidamente preenchida e assinada. Cada interpretação musical deverá ser gravada tal como pretende-se apresentar no 1º Moinho Piá, e enviada em CD de Áudio, acompanhada de 06 (seis) cópias digitadas da letra, constando no CD e em todas as vias, o nome da composição, o compositor, o gênero musical e a opção de acompanhamento (banda de apoio ou playback);

b) Por e-mail: moinhocancaogaucha@panambi.rs.gov.br, enviando como documentos anexos:

• Arquivo MP3 com o áudio da interpretação da música inscrita, gravado tal como pretende-se apresentar no 1º Moinho Piá;

• Arquivo Word, com a letra da composição digitada em fonte Arial 12, o nome da composição, o compositor, o gênero musical e a opção de acompanhamento (banda de apoio ou playback);

• Ficha de inscrição preenchida e assinatura digitalizada.

4.2.8 – As inscrições, via correio, deverão ser endereçadas à “COMISSÃO ORGANIZADORA DO 7º MOINHO DA CANÇÃO GAÚCHA”, Rua Andrade Neves, 594 - Bairro Centro, CEP 98280-000, Panambi/RS.

4.2.9 – Somente serão aceitas as inscrições que chegarem à Comissão Organizadora até às 17 horas do dia 1º de novembro de 2017, independente da data de postagem nos Correios.

4.2.10 – Os artistas intérpretes e, caso houver, a banda de apoio, no momento de sua inscrição e participação no 1º MOINHO PIÁ, reserva(m) os direitos audiovisuais de sua performance ao evento e à Prefeitura Municipal de Panambi, autorizando sua divulgação, bem como sua gravação e comercialização.

4.2.11 – O Festival não indenizará ou remunerará qualquer pessoa por sua apresentação ou execução de instrumento no palco do Festival, além da premiação (explicitada no item 6.2 deste regulamento), valendo-se inclusive do disposto no artigo anterior.

5 – DA SELEÇÃO E CONCURSO
5.1 Do 7º Moinho da Canção Gaúcha
5.1.1 - A Comissão Julgadora do 7º Moinho da Canção Gaúcha será composta por cinco pessoas reconhecidas no meio musical nativista, observando o item 3.2 deste Regulamento.

5.1.2 – A Comissão de Triagem e Julgamento selecionará 3 composições na categoria local e 10 composições na categoria geral para serem apresentadas no palco do Festival.

5.1.3 – Para classificação da categoria local é requisito que o intérprete vocalista seja natural e/ou residente em Panambi, RS.

5.1.4 – A música classificada na fase local deverá ter, na noite da apresentação, além do intérprete vocalista, no mínimo um integrante no conjunto instrumental que seja natural ou residente no Município de Panambi.

5.1.5 – A ordem de apresentação das composições pré-selecionadas será definida pela Comissão Organizadora, após a triagem, não sendo aceitas alterações posteriores.

5.1.6 – Qualquer músico (vocalista e instrumentista), seja da fase local ou geral, só poderá subir ao palco com, no máximo, duas apresentações, sem ressalvas para a forma de participação.

5.1.7 – Os músicos (vocalista ou instrumentista) que subirem ao palco do Festival deverão apresentar-se devidamente pilchados, não sendo permitido o uso de camisetas com propaganda ou alusão a qualquer outro tipo de manifestação que não seja relacionada à cultura do Rio Grande do Sul.

5.2 Do 1º Moinho Piá
5.2.1 - A Comissão Julgadora do 1º Moinho Piá será composta por cinco pessoas reconhecidas no meio musical nativista, observando o item 3.2 deste Regulamento.

5.2.2 - A Comissão de Triagem e Julgamento selecionará 6 músicas a serem interpretadas no palco do Festival.

5.2.3 – O acompanhamento instrumental ou através de playback não será avaliado para fins de pontuação no Festival, apenas estando passível de julgamento o desempenho do intérprete.

5.2.4 – A Comissão Julgadora reserva-se no direito de desclassificar o intérprete que cantar em uníssono a vozes previamente gravadas (no caso de playback) ou backing vocal (no caso de banda acompanhadora).

6 – DA PREMIAÇÃO
6.1 – Aos vencedores do 7º Moinho da Canção Gaúcha, caberá a seguinte premiação:

6.1.1 Categoria local:
1º lugar: R$ 1.000,00 (Um mil reais) e Troféu;
2º lugar: R$ 800,00 (Oitocentos reais) e Troféu;
3º lugar: R$ 600,00 (Seiscentos reais) e Troféu.

6.1.2 Categoria geral:
1º lugar: R$ 2.500,00 (Dois mil e quinhentos reais) e Troféu;
2º lugar: R$ 2.000,00 (Dois mil reais) e Troféu;
3º lugar: R$ 1.500,00 (Um mil e quinhentos reais) e Troféu.
Música mais popular: R$ 900,00 (novecentos reais) e Troféu;
Melhor melodia: R$ 700,00 (setecentos reais) e Troféu;
Melhor letra: R$ 700,00 (setecentos reais) e Troféu;
Melhor instrumentista: R$ 700,00 (setecentos reais) e Troféu;
Melhor intérprete: R$ 700,00 (setecentos reais) e Troféu.

6.2 – Haverá PREMIAÇÃO de R$ 1.500,00 (Um mil e quinhentos reais) para cada obra classificada na categoria geral e de R$ 1.000,00 (Um mil reais) para cada obra classificada na categoria local. (Desde que respeitado o item 8.4 – das Normas Gerais, presente neste Regulamento).

Obs.: Aos concorrentes será disponibilizada acomodação de alojamento, sendo que a utilização ou não, deverá ser confirmada pelo próprio compositor/intérprete, após classificação na triagem.

6.3 Aos vencedores do 1º Moinho Piá, caberá a seguinte premiação:
1º lugar: R$ 300,00 (trezentos reais) e Troféu;
2º lugar: R$ 200,00 (duzentos reais) e Troféu;
3º lugar: R$ 100,00 (cem reais) e Troféu.

7 – DA PROGRAMAÇÃO
1º DE DEZEMBRO DE 2017
1º Moinho Piá
14 h – Passagem de som – intérpretes do 1º Moinho Piá
19h – Solenidade de Abertura e apresentações dos intérpretes
20h30 – Intervalo e apresentações artísticas
21h45 – Divulgação do resultado do 1º Moinho Piá

02 DE DEZEMBRO DE 2017
7º Moinho da Canção Gaúcha
9h30 – Passagem de som – vencedor do primeiro lugar do Moinho Piá 10h – Passagem de som – categoria local
13h – Passagem de som – categoria geral
19h30 – Solenidade de Abertura e apresentações dos intérpretes (categorias local e geral)
21h45 – Intervalo e apresentações artísticas
22h45 – Divulgação do resultado do 7º Moinho da Canção Gaúcha

8 – NORMAS GERAIS
8.1 – Os concorrentes classificados que não comparecerem no horário estabelecido pela Comissão Organizadora, para a passagem de som, terão descontado da premiação 30%.

8.2 – O horário sobre o qual versa o subitem anterior será estabelecido e previamente divulgado para cada concorrente classificado.

8.3 - Serão credenciados no máximo 2 (dois) profissionais, por Jornal e 02 (dois) profissionais, por Emissora de Rádio.

8.4 – Serão credenciados somente os compositores, músicos e intérpretes participantes do Festival.

8.5 – A Comissão Organizadora reserva-se o direito de, em qualquer momento, excluir do Evento o concorrente ou grupo cujos participantes infringirem as normas deste Regulamento.

8.6 – A gravação do CD e do DVD será realizada ao vivo, diretamente do palco do 7º Moinho da Canção Gaúcha.

8.7 – OS PAGAMENTOS DAS PREMIAÇÕES A SEREM EFETUADOS NO FESTIVAL, SERÃO ATRAVÉS DE CHEQUE NOMINAL À PESSOA INDICADA NA FICHA DE INSCRIÇÃO, MEDIANTE APRESENTAÇÃO DO RG.

8.8 – De acordo com a legislação vigente será realizada a dedução dos descontos e encargos legais.

8.9 – Os casos omissos a este Regulamento serão resolvidos soberanamente pela Comissão Organizadora.

8.10 – Maiores informações sobre o evento:
E-mail: moinhocancaogaucha@panambi.rs.gov.br
Telefone: (55) 3375 0886 (telefone SMEC)
(55) 98419 6731 (telefone celular)
(55) 98412 8904 (WhatsApp)


Fonte: Portal dos Festivais, de Aline Ribas
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ATENÇÃO, ATENÇÃO!!!

Estão abertas as inscrições para o XXVII Tchêncontro Estadual e para o XVI Acampamento da Juventude Gaúcha.

Seguem links para realizar as inscrições, que irão somente até 30 de setembro:


Se inscreva já e garanta a tua participação!


Fonte: blog Cantinho Gaúcho, de Carolina Bouvie
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Usando trajes típicos, cavaleiros festejam Dia Farroupilha em Porto Alegre - Daniel Isaia/Agência Brasil


Milhares de pessoas acompanharam hoje (20) as comemorações do tradicional Desfile Farroupilha, que celebra as tradições e costumes da cultura gaúcha. Nesta data, 20 de setembro, os gaúchos lembram a Revolução Farroupilha, guerra separatista contra o Brasil Império que começou em 1835 e durou dez anos.

O desfile foi de manhã na Avenida Edvaldo Pereira Paiva, às margens do Rio Guaíba. Parte significativa do público presente estava pilchada, ou seja, caracterizada com as roupas típicas da cultura gaúcha: os homens de camisa, lenço, bombacha e bota, e as mulheres com longos vestidos de prenda.

Na avenida, o público acompanhou os desfiles dos movimentos tradicionalistas de todo o Rio Grande do Sul. Gaúchos e prendas se apresentaram caracterizados, a maioria a cavalo ou na carroceria de carretas rurais. Tropas e cavalarias da Brigada Militar gaúcha e de outros órgãos de segurança pública também desfilaram.

Um dos que acompanharam o desfile foi o aposentado José Nonemacher que, de lenço e bombacha, assistiu à passagem das comitivas. Ele contou que chamou a atenção quando foi ao Canadá, há alguns meses, visitar o “piazito” – o filho, que estuda naquele país. “Levamos a nossa erva, nosso chimarrão e cultivamos lá também a cultura gaúcha. O pessoal perguntava o que era isso, a gente explicava tudo. É um orgulho  ter essa cultura e mantê-la, principalmente pilchados, como nós estamos”, afimou.

O amor pela terra e pelos costumes é unanimidade entre as pessoas que participam das festividades.

“É um sentimento que nasce com todos os gaúchos. No dia de hoje, 20 de setembro, a nossa data magna, ele aflora ainda mais. Nós queremos mostrar para toda a sociedade o quanto temos orgulho, o quanto temos amor pela cultura e pela tradição do nosso estado”, destacou Caroline Scariot, 2ª Prenda do Rio Grande do Sul. Natural de Lajeado, a 122 quilômetros de Porto Alegre, Caroline desfilou na Avenida Edvaldo Pereira Paiva.

Integrante de movimentos tradicionalistas, Caroline vive no dia a dia os costumes da cultura gaúcha. “As pessoas ficam bastante atraídas pelos cavalos que desfilam, pelas prendas com seus vestidos enormes, brilhantes e cheios de babados. Mas é importante que elas saibam que existe muito mais além disso. Em nossos galpões, nos CTGs [Centros de Tradições Gaúchas], há todo um resgate da história do nosso Rio Grande do Sul, da cultura, da geografia. Todo mundo pode, quando quiser, vir conhecer um pouco mais sobre essa história”, convidou a prenda.


Por Agência Brasil
Fonte: Revista IstoÉ
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