Na foto acima, Doralice Ribeiro de Souza, minha mãe que, se viva estivesse, na semana passada, dia 09 de maio estaria completando mais um aniversário.

Se os amigos me permitem, na imagem de minha Mãe, quero desejar a todas as Mães desta existência, saúde e paz. E se você ainda tem a alegria de desfrutar do convívio de sua Mãe, abrace-a, beije-a, escute-a, converse com ela, porque... Mãe é única, como é única a palavra Mãe. Não há nada que rime com Mãe, não há nada que se compare com Mãe, não há amor igual ao de Mãe.

A vocês neste dia, FLOR DO CAMPO, um poema de minha lavra que compus no bater da saudade.

Os meus sonhos se avivaram
de luzes, povo e distância
quando deixei minhas ânsias
seguirem seu rumo em frente.
No lugar onde nasci
ficaram restos de mim
e uma tristeza sem fim
nos olhos de minha gente.

Busquei horizontes largos,
cruzei fronteiras e serras,
na solidão das taperas
me fiz homem ainda guri.
Fui braço nas semeaduras,
fui folha ao sopro do vento
e pra contar falta tempo
histórias que já vivi.

Eu vi milênios de fé
nos arcanjos dos vitrais,
nas portas das catedrais
vi orgulho e vi pobreza.
Tive mulheres formosas,
razões de perder a calma,
tive outras que na alma
guardavam sua beleza.

De tudo, o que mais recordo
é alguém de cabelos brancos,
pureza de flor-do-campo,
ternura sempre ao dispor.
Minha Mãe, quanta saudade,
que trago tempos após....
Ainda escuto tua voz
falando coisas de amor.


Fonte: blog do Léo Ribeiro
Axact

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