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Setembrou, por Neto Fagundes

Neto Fagundes curtindo as coisas boas da nossa tradição (Foto: Arquivo pessoal )

O sorriso pela chegada do mês de setembro está na cara de gaúchos e gaúchas em todo o Rio Grande do Sul - e até fora dele, já que a nossa tradição ho…


Neto Fagundes curtindo as coisas boas da nossa tradição (Foto: Arquivo pessoal )


O sorriso pela chegada do mês de setembro está na cara de gaúchos e gaúchas em todo o Rio Grande do Sul - e até fora dele, já que a nossa tradição hoje está espalhada pelo mundo todo.

Aquele cheiro do churrasco, pingando na brasa, não tem como explicar, tem que sentir. Tudo é sentimento, tudo toca o coração de pessoas que, muitas vezes, nem são daqui, nunca vestiu uma pilcha, não anda a cavalo, não sabe dar um acorde numa cordeona, nem dançar um vanerão e, muito menos, bater o pé numa rancheira, mas que gosta da tradição gaúcha.

É o mês mais aguardado para colocarmos para fora nossos melhores sentimentos de carinho e respeito pela nossa história.
O mês de número nove chegou e, com ele, um culto à união, à simplicidade, à família reunida na volta do fogo, tomando um mate e ouvindo um verso. Crianças, jovens e os mais experientes convivendo em harmonia. A prendinha e o piazito bem pilchados são o futuro da tradição.

O que mais me marcou durante os festejos farroupilhas na época em que frequentava o CTG lá em Alegrete foi o convívio entre as gerações. O almoço, a janta e os ensaios eram coletivos. Respeitávamos os cabelos brancos dos avós e uns ajudavam aos outros, pois sabíamos que todos queriam a mesma coisa: realizar com sucesso a tarefa solicitada pelo comando da casa.

Nessa hora, deixávamos de pensar no individual e pensávamos no coletivo. Hoje, tiramos as dúvidas rapidamente com a ajuda de um celular e vamos nos fortalecendo individualmente. Porém, a troca e a colaboração entre as pessoas são fundamentais na formação do caráter. Pode ter certeza que esse jogo de perguntas e respostas num acampamento rapidamente gera conversa, causo, emoção, conhecimento e risadas, que fazem muito bem ao coração.

Tradição não se vende, se sente, como nos ensinou Paixão Côrtes.
Se temos tantas etnias nas nossas raízes, convivendo em paz, estamos construindo um lugar melhor até para corrigirmos eventuais erros históricos criados pela falta de convivência entre os povos.

O chimarrão das aldeias indígenas hoje é visto em parques e praças de cidades do mundo. Andamos a cavalo, pescamos e comemos carne graças à tradição e a troca entre os povos.

Senta aí, puxa um banco e te aprochega! Toma um mate e corta uma carne, enquanto eu afino o violão e peço um costado de gaita para o meu cumpadre. Para cantarmos juntos uma milonga e festejar a tua chegada: setembrou!


Por Neto Fagundes
Fonte: Galpão Crioulo, junto ao portal GShow

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