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Vitor Ramil: um compositor de delicadeza melódica e apuro poético

O cantor e compositor Vitor Ramil (Marcelo Soares//) Foi no Mês que Vem (2013), disco anterior de Vitor Ramil, era uma seleção, em dois...

O cantor e compositor Vitor Ramil (Marcelo Soares//)

Foi no Mês que Vem (2013), disco anterior de Vitor Ramil, era uma seleção, em dois CDs, das melhores canções do compositor e cantor gaúcho, regravadas com arranjos novos e melhorados. Bancado por meio de financiamento coletivo dos fãs, Campos Neutrais é o primeiro disco de canções inéditas de Vitor em sete anos. Revela um compositor de fina delicadeza melódica e grande apuro poético, com achados como “onde as ruas querem se perder / e as esquinas querem se encontrar”, em Satolep Fields Forever (Satolep —Pelotas escrito ao contrário — é o modo idiossincrático com que o compositor nomeia sua cidade natal). As canções têm uma levada sulista, com uma atmosfera às vezes melancólica que se aproxima dos vizinhos platinos (o Uruguai é visitado em Duerme, Montevideo, com letra em português e espanhol). Há uma versão de Bob Dylan, parcerias com Zeca Baleiro e Chico César e uma canção em inglês — mas, em meio a essa variedade, é sempre a voz e o tom muito pessoal de Vitor Ramil que se afirmam neste disco maduro e envolvente.
 
 
 
 
 
Vitor Ramil lança Campos Neutrais
É o primeiro disco do compositor gravado em Porto Alegre (estúdio Audio Porto), com exceção das gravações de Santiago e Moscardini, realizadas em Buenos Aires
 
 
Vitor Ramil está com novo álbum no mercado musical. Campos Neutrais reúne 15 canções inéditas, sendo oito de autoria própria (Campos Neutrais; Satolep Fields Forever; Angel Station; Isabel; Palavra Desordem; Duerme, Montevideo; Lado montaña, lado mar e Hermenegildo), cinco em parceria com Chico César (Olho d'água, água d'olho), Zeca Baleiro (Labirinto), Angélica Freitas (Stradivarius), o poeta português António Botto (Se eu fosse alguém - Cantiga) e o poeta paraense Joãozinho Gomes (Contraposto), além de duas versões para musicas de Bob Dylan (Ana/Sara) e do galego Xöel Lopez (Terra/Tierra).

Para o autor, o álbum traz no título uma referência ao tratado de Santo Ildefonso, 1777, que definia uma zona neutra entre os reinos de Portugal e Espanha em seus domínios na América meridional. Os campos neutrais tornaram-se emblemáticos da condição de fronteira do Rio Grande do Sul e, no imaginário contemporâneo, ficaram associados às ideias de liberdade, diversidade humana e linguística, miscigenação e criatividade.

São em torno dos violões e vozes de Vitor a percussão do argentino Santiago Vazquez e os metais do Quinteto Porto Alegre (Elieser Fernandes Ribeiro, trompete; Tiago Linck, trompete; Nadabe Tomás trompa; José Milton Vieira, trombone; Wilthon Matos, tuba). Há participações pontuais de Chico César, Zeca Baleiro e Gutcha (vozes) Carlos Moscardini (violão) e Felipe Zancanaro (guitarras elétricas). Os arranjos de metais são de Vagner Cunha.

É o primeiro disco de Vitor Ramil gravado em Porto Alegre (estúdio Audio Porto), com exceção das canções de Santiago e Moscardini, realizadas em Buenos Aires. As gravações e mixagens ficaram a cargo de Moogie Canazio, que posteriormente mixou o trabalho em Los Angeles, EE.UU. A capa é de Felipe Taborda, com fotos de Marcelo Soares.

O songbook Campos Neutrais traz as transcrições em partituras e tablaturas do repertório do disco feitas por Fabrício Gambogi, texto de Celso Loureiro Chaves e fotos de Marcelo Soares e Guilherme Bragança.

Serviço:
O quê: lançamento álbum Campos Neutrais de Vitor Ramil
Pela Satolep Music
Preços: R$ 35,00 (CD) e R$ 45,oo (songbook)
www.loja.vitorramil.com.br
www.vitorramil.com.br


Fontes: Revista Veja e Jornal Diário Popular
Para ver as matérias originais, clique aqui para a primeira (Veja) e aqui para a segunda (DP).

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