Grid

GRID_STYLE
FALSE
TRUE

Classic Header

{fbt_classic_header}

Top Ad

Últimos chasques

latest

O Minuano não tem vez

ALEXANDRE DA SILVA/ Engenheiro agrônomo Em época de festividades do aniversário de 151 anos da nossa querida e bela Santa Maria, uma notíci...

ALEXANDRE DA SILVA/ Engenheiro agrônomo

Em época de festividades do aniversário de 151 anos da nossa querida e bela Santa Maria, uma notícia me deixou muito triste: em 2009 não ocorrerá um evento característico, o Minuano da Canção Nativa. Aqui, onde é característico o vento seco e quente, popularmente conhecido como vento norte, parece não ter mais vez para o vento que deixa o gaúcho “ensimesmado” e inspira versos ao dar o sentimento de gelar até os seus ossos – o nosso Vento Minuano de música e poesia. Esperemos que ele não se extinga como a tribo de índios nômades e cavaleiros que inspirou o batismo desse vento.

Não tenho partido nem posição política. Creio que essa decisão deve ser feita por homens bons e comprometidos, independentemente de siglas e lados. Porém, na cidade intitulada de Cidade Cultura, não ocorrer o festival é algo que deve ser atribuído a uma administração municipal, no mínimo, pouco engajada na questão cultural em Santa Maria. Mesmo que ela tenha alegações para isso.

É um festival que, mesmo com poucas edições, caracterizou-se pela organização e por lindas obras oriundas das noites que emanavam nativismo e uma aura de cultura artística que acalentavam as almas saudosas da Tertúlia Musical Nativista. Para os que acharem que estou escrevendo balela ou defendendo músicos (algo que não sou), cito Merrian – estudioso da música e da cultura –, que defendia a música como um produto que ajuda a compreender o contexto cultural e antropológico ao qual estamos vinculados.

O vento Minuano que gela e, ao mesmo tempo, aquece o coração do gaúcho para as mais belas inspirações, não vai levar pelo pampa os versos que vêm de lá no fim da avenida, que batem as tramelas bem na porteira e que fazem os Silva da Silva viajarem na estrada do sul. Em seu lugar, fica o vento seco e quente que afeta nosso humor e estará a levar balões coloridos, vazios e sem encanto pelos céus de nossa cidade.

Que voem para longe com a força do vento norte. E que fique a esperança da volta das noites geladas e embaladas por sonhos e inspirações do Minuano da Canção.

*Noticia veiculada ao jornal Diario de Santa Maria
Edição: 2186 18/05/2009

Nenhum comentário