Poesia gaúcha e a arte da declamação



Para quem não conhece, a Declamação é a capacidade que uma pessoa desenvolve de Declamar/Recitar/Falar um poema, expondo todos os sentimentos que a mesma pode transmitir, fazendo com que o ouvinte sinta-se parte daquela história que está sendo contada.

Este é um cenário em que o Rio Grande do Sul é verdadeiro destaque nacional. Assim como no Nordeste existe a Literatura de Cordel, aqui no Estado a poesia gaúcha existe há muito tempo.

As poesias por aqui são em forma de música, payada, poema...

A payada por exemplo, se tornou referência na voz e na técnica de Jayme Caetano Braun e suas décimas.

"A um bochincho - certa feita,
Fui chegando - de curioso,
Que o vicio - é que nem sarnoo,
nunca pára - nem se ajeita.
Baile de gente direita
Vi, de pronto, que não era,
Na noite de primavera
Gaguejava a voz dum tango
E eu sou louco por fandango
Que nem pinto por quirera!"

Hoje acreditamos que a maior referência seja o payador e poeta Pedro Júnior da Fontoura, que com seus improvisos já rodou o mundo com acompanhando grupos de dança.

Voltando para a declamação em si, cada vez mais os concursos estão lotados de ótimos concorrentes. Esta arte que exige total concentração, desde o momento da escolha da poesia, onde o sentimento já começa brotar ao ler pela primeira vez, até o momento crucial de transpor para o grande público.

Poesias que falam de festas, de carreiras... mas também de perdas, de morte...

Ahh, como é lindo o domínio dessa arte!

Quantas lágrimas já brotaram nos olhos de poetas ao verem suas obras serem interpretadas.

É o momento em que poeta e declamador se tornam um sentimento único, e trazem o público para este mesmo sentimento, se tornando parte de uma história que quem sabe nunca tenha existido, mas que naquele momento, nada mais importa que não o seu desfecho final.

E agora, uma ajudinha de fora:

Rosa Linn: 'Declamar, é SER a poesia a cada palavra recitada, com paixão, amor e VERDADE"

Aritanna Kuyumtzief: "Declamar é sentir a alma deixar o corpo e vagar por outras fronteiras, outros pagos, outras querências... É voltar na história, voltar nos tempos. Viver vidas que não vivi. Declamar é sentir o mundo inteiro silenciar e, assim, ouvir apenas o meu coração pulsando fora de mim."

Giuliano de Andrade: "Declamar é muito mais que técnica e ensaio, é a conexão entre o declamador e o poema. E se transportar por alguns instantes pra um mundo criado pelo autor do poema, nas recriado de forma única por cada um que declama."

Darçy Pereira: "A regra é quebrar o vidro dos olhos, poesia, vem do fundo da alma!"

Aos poetas, declamadores, payadores, nosso muito obrigado!

Rio Grande não é Rio Grande sem a arte de vocês!


Fonte: portal Estância Virutal
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Italo Dorneles

{picture#https://scontent.fcwb2-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/20031980_1559156280771539_4826566830380784332_n.jpg?_nc_cat=0&oh=31056e35fc0ba042b61a3b826bd6d603&oe=5BD0DC01} O editor Ítalo Oliveira Dorneles é gaúcho, natural de Canguçu e hoje residente e domiciliado em Arroio Grande. Advogado, atua nas mais diversas áreas do Direito. Apaixonado pela cultura gaúcha, já participou (como integrante e ensaiador) de diversos grupos de danças e também participou de festivais de declamação. Desde 2008 edita, administra e mantém o PROSA GALPONEIRA. {facebook#https://www.facebook.com/italo.dorneles} {twitter#http://twitter.com/italodornelesrs} {google#https://plus.google.com/+ÍtaloDorneles} {youtube#http://www.youtube.com/c/%C3%8DtaloDorneles} {instagram#https://www.instagram.com/italodornelesrs}

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