Entrevista com Pedro Pedrozo, patrão do CTG Ronda Charrua



Natural de Santa Maria, Pedro Evori Pedrozo, 55 anos, não chegou a concluir o curso superior, mas descobriu cedo sua grande paixão: A música e a dança. O filho mais jovem de uma família de dez filhos, sendo oito homens e duas mulheres, Pedrozo e mais cinco irmãos são gaiteiros e apreciam a musicalidade regional gaúcha.

Criado em família que sempre usou bombacha, para Pedrozo isso sempre foi normal. Quando foi morar na cidade descobriu o CTG Estancia do Jarau e, depois, o CPF Piá do Sul onde despertou a grande paixão e o levou a trabalhar a vida inteira com as danças.

Pedrozo fez muitos cursos e aperfeiçoamentos na área artística, principalmente no que se refere a dança. Como foi um dos precursores no momento de transição para as coreografias de entradas dos grupos, produziu e melhorou a didática e a forma de entendimento para ensinar a modalidade que mais atrai jovens para o movimento. "Vivi em tempos que mal se tinha um gaiteiro pra tocar, ou se usava fitas cassetes (que enrolavam e rebentavam), até mesmo cantando, sem acompanhamento, para que o grupo pudesse ensaiar” - desabafou. 

FEGART e ENART

“Eu participo desde o Festival do Mobral. Depois ele passou para o FEGART e, posteriormente, o ENART. Lá no inicio a competição era pequena e vivíamos uma grande festa. Hoje é mais regras por causa do nível da competição. As vezes as pessoas se confundem e chamam a atenção por causa do tipo de pilcha que estás usando no dia-a-dia. Não podemos confundir a vida particular de cada um, com o regramento exigente para as competições” – disse Pedrozo.

Planos para o Ronda Charrua

“O CTG Ronda Charrua foi que me trouxe para Farroupilha. Já morei em Santa Maria, de onde sou natural, morei em Osorio, Tramandaí, Capão da Canoa, e depois acabei sendo contratado pelo Ronda e conheci minha esposa, casei, tive minha filha e fui procurado pelos maiores grupos do Rio Grande do Sul e de fora. Ali criei minha filha e achei importante e oportuno fechar esse  ciclo ajudando de forma mais direta a administração, sendo patrão do CTG. A gente vive uma época em que está cada vez mais difícil de se conseguir gente voluntaria para se trabalhar. As pessoas nesta época moderna procuram cuidar mais de si, deixando as instituições de lado. Por isso a minha dedicação e meu período de vida será dedicado ao Ronda Charrua”

Descentralizar a administração

Pedrozo quer montar um quadro social grande. Espera que essa sociedade possa gerir a entidade, dependendo o mínimo possível do poder público. Criar departamentos, dividindo responsabilidades, descentralizando a gestão, com olhos para o futuro. Com uma gestão adequada, profissional em busca de atingir os objetivos e vencer desafios.

A Patronagem

A equipe de trabalho é composta por pessoas com uma historia muito longa dentro do Ronda Charrua. A vice-patroa é uma integrante desde criança que passou por todos grupos de dança e é mãe de alunos e de gente que participa do CTG. A secretaria é formada por gurias que sempre estiveram nos grupos da entidade. Na tesouraria, idem. Pessoas que tem filhos envolvidos nos grupos de danças. E o Conselho inteiro não foge disso, tem um envolvimento grande e harmonioso com o Ronda Charrua. “Estamos em uma grande equipe de pessoas experientes buscando avançar e valorizar aquilo que já foi feito. Temos uma tradição, antiguidade e um nome a zelar” – afirmou Pedrozo.

Comida preferida

Como um bom morador da Serra Gaúcha, Pedrozo gosta muito de uma Sopa de agnoline (capeletti).

Filme e livro
“Filmes gosto de tudo um pouco, mas gosto mais de documentários. Documentários trazem muito da historia. Livro também tenho o costume de ler um pouco de tudo, sem uma preferencia em especial, mas mais voltado para o antigo, para a história.” – conta Pedrozo.

Áudio entrevista - Conhecendo Pedro Pedrozo


Para ver a publicação original e conferir outras fotos, clique aqui.

Fonte: blog do Rogério Bastos

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Italo Dorneles

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