Em seu governo, Getúlio Vargas se voltou para uma política de atendimento dos interesses dos produtores. Criou o Banco do Rio Grande do Sul (Banrisul), cujo objetivo era apoiar a agricultura e a pecuária, por meio de carteira de crédito às atividades rurais. Desenvolveu as rodovias e reduziu as tarifas ferroviárias. Na área da educação, aumentou o número de professores e criou novos estabelecimentos de ensino.

Em 1928, Getúlio Dornelles Vargas (1882-1954), com seu peculiar estrategismo político, uniu chimangos e maragatos, tradicionais inimigos históricos, compondo a Frente Única Gaúcha (FUG) por elementos do Partido Republicano Rio-Grandense (PRR) e do Partido Libertador (PL). Este último, reunindo o grupo parlamentarista (maragato), foi fundado, em 1928, pelo médico e jornalista Raul Pilla (1892-1973) e por Joaquim Francisco de Assis Brasil (1857- 1938), Getúlio Vargas ao assumir o governo, em 25 de janeiro de 1928, iniciou as conversações com a oposição, recebendo no palácio membros do Partido Libertador (PL). A Frente Única Gaúcha (FUG) se integrou, em 1929, à Campanha da Aliança Liberal (Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul) combatendo a candidatura para a presidência da república do paulista Julio Prestes de Albuquerque (1882- 1946), que contava com o apoio de 17 estados.

Naquela ocasião, o governador mineiro Antônio Carlos Ribeiro de Andrada não teve seu nome indicado, pelo presidente Washington Luís (1869-1957), para ser o candidato à presidência, resultando na ruptura do pacto entre Minas Gerais e São Paulo, conhecido como a “Política do Café com Leite”. Esta política oligárquica, efetivada pelo presidente Campos Sales (1841-1913), era marcada pelo revezamento destes estados no comando da Nação. A atitude do presidente Washington Luís, rompendo com o pacto político, fez com que Minas Gerais aderisse à Aliança Liberal.

Realizada às eleições presidenciais, em 1º de março de 1930, na qual Getúlio Vargas concorreu, confirmou-se a vitória do candidato paulista Júlio Prestes. Neste contexto, Washington Luís passou a hostilizar e perseguir os presidentes de estado que haviam apoiado a Getúlio Vargas, gerando mais descontentamento.

Devido à crise econômica, causada pela quebra da Bolsa de Nova Iorque, em 1929, os cafeicultores pediram indenização ao recém-eleito presidente. Este se recusou, mas Getúlio Vargas, que havia sido derrotado no pleito, comprometeu-se em comprar o café estocado, desde que o apoiassem. As eleições fraudulentas e o assassinato do paraibano João Pessoa, em 26 de julho de 1930, candidato a vice-presidente, na chapa de Getúlio Vargas, recrudesceram a oposição ao governo. No dia 03 de outubro 1930, às 17h, em Porto Alegre, Flores da Cunha (1880-1959) e Oswaldo Aranha (1884-1960) tomaram o Quartel General, 3ª Região, na Rua da Praia, dando início à Revolução de 30 que resultaria na vitória da Aliança Liberal e Getúlio Vargas na Presidência da República.

Os acervos fotográficos de época registram Getúlio Vargas fardado de brigadiano durante toda a Revolução de 30. No espaço de 21 dias, a Aliança Liberal se tornou vitoriosa. Às 17 horas, de 24 de outubro de 1930, o presidente Washington Luís era deposto pelos chefes militares. Os generais Tasso Fragoso e Mena Barreto e o Almirante Isaías de Noronha, em 24 de outubro, derrubaram Washington Luís, constituindo uma junta militar de governo que passou a presidência do país a Getúlio Vargas. O Gen. Tasso Fragosso (1869-1945) entregou o poder a Getúlio Dornelles Vargas, encerrando o período que ficou conhecido como República Velha ou Primeira República (1889-1930). Naquele momento, éramos 30.600.000 brasileiros.

Com Getúlio Dornelles Vargas empossado, em 03 de novembro de 1930 na presidência do Brasil, uma nova fase política e econômica se iniciou no País. Ele governou o país no período de 1930 a 1945, incluindo o período da Ditadura do Estado Novo (1937-1945), retornando ao poder pela vontade popular, em 1951, onde permaneceu até 1954, quando se suicidou no dia 24 de agosto causando uma verdadeira comoção popular durante o seu funeral.


Fonte: blog Cantinho Gaúcho, de Carolina Bouvie
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