PRIMEIROS TEMPOS DA ESCRAVIDÃO NO RIO GRANDE DO SUL

Apesar de os bandeirantes escravizarem indígenas, a maior parte da mão-de-obra cativa era negra e africana. Nas longas viagens nos navios negreiros muitos morriam, e os que sobreviviam eram vendidos como mercadoria ao chegar ao Brasil. A escravidão do negro esteve presente no Rio Grande do Sul desde o início da ocupação.

OS ESCRAVOS NAS ESTÂNCIAS

Trabalhavam como capatazes ou peões, na lavoura e na condução e cuidados com o gado. As fugas aconteciam, mas não eram muito frequentes, pois a vida nas estâncias era mais fácil do que fugir.

OS ESCRAVOS NAS CHARQUEADAS

As charqueadas exigiam um grande número de escravos (60 a 100), e a maior parte dos negros do Rio Grande do Sul trabalhavam nelas. Sofriam castigos terríveis e eram exigidos a exaustão.

OS ESCRAVOS URBANOS

Alguns escravos eram domésticos, trabalhando nas casas como porteiros, cozinheiras, lavadeiras, cocheiros, amas-de-leite, amas-secas, etc.
Outros escravos eram de ganho, que vendiam seu trabalho ou produtos pelas ruas das cidades, ganhando uma pequena porcentagem de seu senhor. Após anos e anos, alguns conseguiam comprar sua Carta de Alforria, mas era raro.

OS ESCRAVOS RESISTEM

A fuga era normal. Muitos que moravam perto da fronteira fugiam para o Uruguai, onde não havia escravidão, ou então formavam quilombos, sociedades de escravos negros fugitivos, onde sua cultura original poderia ser expressa e praticada livremente. Alguns quilombos no Brasil chegaram a agrupar centenas de pessoas, mas no Rio Grande do Sul não há registros de mais de algumas dezenas nesses agrupamentos.

O FIM DA ESCRAVIDÃO

O Brasil foi o último país da América a abolir a escravidão. Em 1888, a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, que libertava todos os escravos do país. No Rio Grande do Sul, a libertação aconteceu em 1884, mas a maioria teve que trabalhar de graça para seus senhores por mais cinco anos.


Fonte: blog Cantinho Gaúcho, de Carolina Bouvie
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