Da esquerda para a direita: Marco Van Teffelen (Toureiro Escamillo), Denise Ribeiro (Manolita), Emily Borghetti (Carmen), Cíntia Fernandes (Ana Terra) e Cadica (Touro)
Foto: Giulliano Pacheco / Divulgação


Filha do músico Renato Borghetti e da dançarina Cadica Costa, Emily Borghetti está à frente do espetáculo de dança Carmen Gaúcha, que estreia nesta quarta, às 21h, no Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/nº). Restam somente ingressos de cadeira extra, a R$ 70, à venda na bilheteria, das 13h até o horário de início.

Dividindo a direção com a mãe, Emily adapta na montagem a célebre ópera Carmen, de 1875, do compositor francês Georges Bizet, que narra a história da cigana do título. No enredo original, a figura da mulher sedutora desperta o amor de muitos homens e acaba morta, vítima do ciúme de um homem ao vê-la com outro.

– Carmen Gaúcha nasceu da vontade de trazer esse clássico para a nossa realidade, com personagens como Ana Terra e músicas conhecidas do cancioneiro gaúcho, como Mercedita e Prenda Minha, tudo amarrado à história de Carmen. Ela compartilha muitas características dessas mulheres fortes da nossa história. Todas são donas de duas escolhas e cientes das consequências. Quero trazer ao público uma reflexão sobre a liberdade e a primazia do amor – diz Emily.

Carmen Gaúcha integra diferentes núcleos da Cadica Cia. de Dança, cuja coordenação também é em parceria entre Emily e Cadica, como balé, flamenco e folclore. Ao todo, serão 45 bailarinos. O elenco principal é formado pela convidada Cíntia Fernandes (Ana Terra) e pelo time da casa: Emily Borghetti (Carmen), Cadica (Touro), Marco Van Teffelen (Toureiro Escamillo) e Denise Ribeiro (Manolita). A versão gauchesca da ópera contará ainda com participações especiais dos músicos Paola Kirst, Dionísio Souza e Pedro Borghetti e dos bailarinos Derly Oviedo, Raphael de Paula Lima e Ana Medeiros.

Vencedora do Encontro de Artes e Tradição Gaúcha (Enart) no ano passado, com o CTG Tiarayú, de Porto Alegre, Emily conta que o prêmio lhe trouxe convites para dar aulas em diversos Centros de Tradições Gaúchas no Estado:

– Mas, depois do Enart, a dança voltou com tudo na minha vida e eu estou muito feliz. Meu caminho é por aí mesmo.


Fonte: portal GaúchaZH
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