Zezinho, do Grupo Floreio e Paulo Ricardo Costa Parceiros de diversas músicas e que vieram se conhecer pessoalmente no Ronco do Bugio. Coisas que o festival proporciona


 O Paulo Ricardo Costa, para quem não conhece (se alguém não conhece) é um escritor, poeta, fotógrafo, filho ilustre de São Francisco de Assis. Igual a mim, o Paulo é um ferrenho divulgador do chão onde nasceu. 
 
Pois nossas cidades, no mundo cultural gauchesco, mais especificamente na seara musical, brigam, no bom sentido, para ser berço do único ritmo parido no Rio Grande do Sul, ou seja, o bugio. Tal disputa, inclusive, originou diversas letras. A mais famosa é aquela do Talo Pereira defendida no Ronco por João de Almeida Neto e o saudoso Rui Biriva "Briga de Bugio", onde um defendia São Chico de Paula e o outro São Chico de Assis e no fim chegavam a conclusão que o bugio é do Rio Grande. Disse tudo, o Talo Pereira.
 
Eu ajudo a alimentar este folclore mas quando a discussão pende para o radicalismo eu tiro o time pois não sou de meter o cavalo em manancial.
 
Até porque surgiu uma nova versão para a origem do bugio que.... Mas isto é outra história.
 
Voltemos ao meu amigo Paulo Ricardo Costa.
 
Pois não é que após 26 edições o homem resolveu subir a serra? Vejam a seguir o que postou em seu concorrido blog Entre Mates e Guitarras:

 Esse final de semana podemos  testemunhar que, enquanto São Francisco de Paula existir o bugio não morre.

E não morre por que tem um povo que ama bugio, além de um povo culto, um povo educadíssimo, e não estou falando de políticos, estou falando do povo, esse mesmo que vem te cumprimentar e te abraçar mesmo não sabendo quem tu és.
 
Não morre por que tem Homens como o Léo Ribeiro de Souza, que além da competência poética e artística, é conhecedor do que faz e faz bem feito. A organização do festival, a qualidade musical e o aconchego do CTG Rodeio Serrano, só somam para a grandeza desse evento e que além de grande, que seja eterno.
 
Eu nunca havia ido a São Chico de Paula, por ranços meus, mas hoje, quero pedir desculpas ao Povo Franciscano, pelas besteiras que falei um dia dessa gente. Gente que me encantou e que me mostrou que o amor a arte é algo bem maior do que o lapsos de nossos sentimentos e ranços que guardamos por falhas de um ou de outro.
 
Em seis ocasiões pude ter bugios no Ronco e fui premiados em alguns deles, mas esse ano foi especial por que pude estar lá junto e conferir o que todos me diziam, da grandeza desse festival e das pessoas que lá vivem e, desde já, prometo que nos anos seguintes, em que os evento forem feitos dessa forma, lá eu estarei para continuar aplaudindo-os, pois vocês são a grandeza que sonho ter um dia. Nenhum dos troféus, os prêmios que já ganhei,  nesse festival são parecidos com os abraços que recebi, com os sorrisos que ganhei e com as palavras que ficam, com a certeza de que vale à pena fazer arte, mesmo que seja num País onde os artistas não são valorizados.

Quero agradecer o carinho, o abraço e as palavras de todos, somos apenas um pingo d'água, no oceano, mas sabemos que sem esse pingo o oceano seria um pouco mais vazio.
 
Grácias por mais um final de semana de Arte e muito aprendizados, enquanto abnegados da arte , que não alimenta orgulho e nem vaidade pessoal, temos a certeza que teremos um Rio Grande muito maior e uma arte muito mais verdadeira, sem tarjas, sem regras, sem preconceitos, apenas verdade. 
 
O BUGIO NÃO MORRE...enquanto o povo estiver em pé, a arte, a música e o bugio não morrem. Nós aplaudimos e aplaudiremos sempre quem põe a arte e a cultura acima de seus interesses pessoais por isso grácias, amigo Léo Ribeiro de Souza, por nos presentear com tamanho evento e bela organização, o Rio Grande agradece!


Fonte: blog do Léo Ribeiro
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