Tratado de Tordesilhas


 
O Tratado de Tordesilhas determinava que as terras até 370 léguas das ilhas de Cabo Verde pertenciam a Portugal, enquanto o resto da América seria dada a Espanha. Apesar disso, os portugueses chegaram a visitar nossas terras, sendo os primeiro deles os irmãos Martin Afonso e Pero Lopes de Sousa, por volta de 1532, como parte da missão de explorar, nomear acidentes geográficos e fundar uma primeira povoação no território pertencente a Portugal.

Quando chegaram a Laguna dos Patos, Martin pensou que se tratava de um rio, e o batizou de São Pedro, em homenagem ao irmão. Os espanhóis, ao tentarem explorar as terras rio-grandenses, depararam-se com um litoral aberto, sem baias, que dificultava a ancoragem de navios. Alcançaram, no máximo, a Laguna dos Patos, que chamaram de Rio Grande. Assim, na cartografia antiga, apareciam dois nomes: o São Pedro português e o Rio Grande espanhol, quando não São Pedro do Rio Grande ou Rio Grande de São Pedro. Os portugueses não demonstraram interesse pela região até meados de 1680, quando o gado começou a reproduzir-se em larga escala e a povoar os pampas.

Tratado de Utrech






O primeiro Tratado de Utrecht, em 1713, foi firmado entre Portugal e a França para estabelecer os limites entre os dois países na costa norte do Brasil. Estas disposições serviram, quase dois séculos após, para defender a posição brasileira na questão do mapa.

O segundo Tratado de Utrecht, assinado em 1715, foi firmado entre Portugal e a Espanha, restabelecendo a posse da Colônia de Sacramento para Portugal.

Tratado de Madrid




Redigido pelo brasileiro Alexandre de Gusmão, foi assinado em 1750 por Portugal e Espanha, modifica o Tratado de Tordesilhas e determina a troca da Colônia de Sacramento, em posse de Portugal, pelos Sete Povos das Missões, em posse da Espanha.

Foi anulado pelo Tratado de El Pardo em 1761, pela dificuldade em expulsar os missioneiros e atritos entre portugueses e espanhóis, assim Portugal recuperou a Colônia de Sacramento.

Tratado El Pardo

Assinado em 1761, tornou nulas todas as disposições e feitos, decorrentes do Tratado de Madri.

Tratado de Santo Ildefonso



Tratado de Santo Ildefonso foi o acordo assinado em 1 de outubro de 1777 na cidade espanhola de San Ildefonso, na província espanhola de Segóvia, na Comunidade Autónoma de Castela e Leão, com o objetivo de encerrar a disputa entre Portugal e Espanha pela posse da colônia sul-americana do Sacramento, situação que se prolongava desde a Paz de Utrecht e a guerra de 1735-1737.



O tratado foi intermediado pela Inglaterra e pela França, que tinham interesses políticos internacionais na pacificação das relações entre Portugal e Espanha. Com a assinatura do tratado, a rainha de Portugal, D. Maria I, e o rei da Espanha, Carlos III, praticamente revalidaram o Tratado de Madrid (1750) e concederam fundamento jurídico a uma situação de fato: os espanhóis mantiveram a colônia e a região dos Sete Povos das Missões, que depois passou a compor grande parte do estado do Rio Grande do Sul e do Uruguai; em troca, reconheceram a soberania dos portugueses sobre a margem esquerda do rio da Prata, cederam pequenas faixas fronteiriças para compensar as vantagens obtidas no sul e devolveram a ilha de Santa Catarina, ocupada poucos meses antes.

Convenção (ou paz) de Badajoz

Definida em 1801, estabelece as condições de paz na Península Ibérica (sem fazer menção aos limites das colônias de Portugal e da Espanha na América do Sul). Com isto tornou nulas, na prática, todas as disposições a respeito entre estes dois países, permitindo a expansão da ocupação gaúcha até o rio Uruguai.



Fonte: blog Cantinho Gaúcho, de Carolina Bouvie
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