O constante crescimento do agronegócio na economia brasileira, responsável pelo aumento das exportações e dos empregos no Brasil, tem valorizado o trabalho do engenheiro agrônomo.

As exigências de qualidade e controle dos produtos de origem animal e vegetal no mercado internacional e nacional também contribuíram para que este profissional seja indispensável.

O coordenador do curso de engenharia agronômica da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), José Otávio Menten, salienta que, apesar da crise econômica, o mercado do agro continua aquecido. “É o setor que tem sustentado o Produto Interno Bruto (PIB), exportações, balança comercial e empregos no país”, diz.

Para exercer essa profissão, é necessário ser bom com números, gostar do trabalho no campo, de tecnologias e ser muito curioso.

O que faz

O profissional trabalha para aumentar a produtividade agrícola, cuidando do controle de pragas e da renovação da terra. Atua com biotecnologia, produção animal e vegetal. Estuda e aplica métodos de adubação, de irrigação, de produtos agropecuários que mantêm micróbios e ervas daninha na lavoura. Opera também na recuperação da terra diante de interferências naturais, como enchentes e erosão ou problemas causados pelo homem, como desgaste por não realizar rodízio de culturas.

Também realiza processos tecnológicos nas grandes áreas de recursos naturais e manejo ambiental, economia, administração, sociologia rural, engenharia rural, como máquinas e implementos agrícolas, topografia e georreferenciamento, irrigação e drenagem, construções rurais e agrometeorologia.

Segundo Menten, o profissional possui atividades dentro e fora da porteira. “É o principal profissional do agro no Brasil. É um especialista com amplo e sólido conhecimento nas áreas de exatas, biológicas e humanas”.

Onde o engenheiro agrônomo atua

O coordenador conta que o profissional atua tanto em empresas privadas como no serviço público, envolvendo, principalmente, a produção de alimentos, energia renovável e fibras, além de paisagismo, plantas ornamentais, manejo de pragas urbanas ou domissanitários. Atua também nas áreas de ensino, pesquisa, fiscalização e assistência técnica e extensão rural. Assessoria e consultorias também são cada vez mais frequentes na carreira.

O curso

Menten explica que o curso tem duração média de cinco anos, em geral, em período integral e presencial. Hoje, no Brasil, existem mais de 300 cursos de engenharia agronômica e, por ano, 20 mil vagas são abertas em universidades do país. O curso é constituído de um núcleo básico, com sólida formação em matemática, química, física, biologia e ciências humanas. Um núcleo profissionalizante, com disciplinas obrigatórias em todas as áreas de atuação, que garantem atribuições profissionais amplas. Além de um núcleo de disciplinas optativas ou de interesse definido no Projeto Pedagógico, que permite especialização nas áreas de concentração. Menten conta que diversas empresas do setor têm buscado estudantes para realização de estágios profissionalizantes. “Nossos alunos recebem muitas bolsas e, após a formatura, muitos são procurados por programas de trainee”, diz.

A profissão encantou a estudante Kenia Santos, que trocou o curso de geografia para se aventurar na agronomia.

“Não é uma profissão quadradinha, é muito ampla. Dá pra trabalhar com solo, com clima, com inseto, plantas e com os animais. Eu acabei direcionando a minha graduação para o manejo ambiental, a parte de entomologia, totalmente diferente. O curso oferece muitas possibilidades, troquei os solos da geografia por um trabalho com insetos e manejo integrado de pragas. Estou muito feliz e tenho certeza de que fiz a escolha certa”, afirma a estudante.

Aptidões

Para ser engenheiro agrônomo é necessário ter interesse em contribuir para a produção sustentável de alimentos, agroenergia e fibras, bens fundamentais para o desenvolvimento harmônico da sociedade. Segundo o coordenador, devido à amplitude das áreas de atuação, basta que estejam cientes das atribuições profissionais dos agrônomos e tenham vontade de produzir respeitando o ambiente e as pessoas.

“Tem que ser uma pessoa antenada, com forte conhecimento na área de informática e que domine outro idioma, como, por exemplo, inglês. O nosso mercado exporta muito e precisamos de profissionais capazes de fazer a negociação de produtos de maneira adequada”, reforça.

Faixa salarial

Os recém-formados recebem cerca de R$ 6 mil, inicialmente. Profissionais mais experientes e especializados têm salários superiores a R$ 10 mil. Atividades de gerência e diretoria alcançam valores superiores a R$ 20 mil mensais.

Ranking das 20 melhores universidades para cursar engenharia agronômica, segundo o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), de 2015

1º Universidade Federal de Viçosa (UFV)
2º Universidade de São Paulo (USP)
3º Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP)
4º Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
5º Universidade Federal de Lavras (UFLA)
6º Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
7º Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
8° Universidade Estadual de Maringá (UEM)
9° Universidade Federal de Uberlândia (UFU)
10° Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
11° Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
12° Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)
13º Universidade Federal de Goiás (UFG)
14° Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)
15° Universidade Federal do Ceará (UFC)
16° Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT)
17° Universidade de Brasília (UNB)
18° Universidade Federal do Paraná (UFPR)
19° Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE)
20° Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).


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Fonte: Canal Rural
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