Fonte: Fernanda Farias/Canal Rural

Eventos envolvendo animais dividem opiniões, enquanto o Congresso discute projeto de lei que quer proibir essas atividades.


Vaquejadas e rodeios permanecem no centro de polêmicas no Brasil. De um lado, há quem considere essas práticas como manifestações culturais ou atividades esportivas; em outra ponta, estão aqueles que as definem simplesmente como fontes de maus-tratos a animais. Atualmente, o Supremo Tribunal Federal (STF) avalia a constitucionalidade de uma lei estadual do Ceará que regulamenta a vaquejada. Já o Congresso Nacional discute um projeto de lei que quer proibir tanto as vaquejadas quanto os rodeios.

O entendimento de alguns ministros do STF é o de que não haveria como regulamentar uma atividade que, em si, já implica maus tratos, de acordo com a advogada Vitória Colvara, membro da comissão de Defesa dos Direitos dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Distrito Federal.

“A finalidade da vaquejada e do rodeio é o espetáculo, que é cultural, mas que nos quais se veem maus tratos e crueldade”, diz ela.

Diretora de uma ONG que atua há 13 anos no DF, a Proanima, Simone Lima é contra essas atividades que envolvam animais e apoia o projeto que quer proibir as atividades no país. Segundo ela, os animais, ao contrário das pessoas que comparecem a esses espetáculos, não optam por participar dessas práticas.

“É uma postura ética repensar isso. A gente pode ter diversãos em causar sofrimento. Todas as provas, tanto no rodeio quanto na vaquejada, implicam algum grau de sofrimento”, sustenta.


Regras

Críticas como essas não têm fundamento, na opinião de Alan Cenci, do Centro de Tradições Gaúchas Sinuelo da Saudade, no Distrito Federal. “Esses animais são muito bem-tratados. Ás vezes, até mais do que aqueles que ficam numa fazenda”, diz.

Nos rodeios, o regulamento do movimento tradicionalista gaúcho determina, por exemplo, que os arames nas cercas sejam lisos. Esporas com ponta são proibidas, e o competidor que maltratar o boi ou o próprio cavalo é expulso da competição. Além disso, o animal precisa ter chifres e idade entre 2 e 4 anos.

Segundo organizadores desse tipo de evento, também são adotadas medidas para garantir o bem estar dos animais. Cada bovino ou novilho participa no máximo 8 vezes do evento e, no intervalo entre uma prova e outra, os animais ficam num piquete, com água, comida e sombra à disposição.

A presidente do movimento tradicionalista gaúcho no Planalto Central, Loiva Calderan, conta que a região tem oito rodeios oficiais. De acordo com ela, os eventos movimentam a economia, atraem turistas e fortalecem a cultura e as tradições.

Loiva Calderan afirma que o projeto de lei que quer banir esse tipo de espetáculo seria “um desastre” para a cultura gaúcha, atingindo sua base: a lida no campo. “No rodeio se laça da mesma forma que até hoje se faz a captura de um gado que sumiu no campo”, exemplifica.

Ela ainda diz que essas provas têm um caráter familiar, atraído gerações aos eventos. O produtor rural Marcos Oliveira é um exemplo dessa realidade, pois já levou o filho Eduardo a dois rodeios, participando da categoria avô-neto. “São quatro gerações que participam de rodeios”, conta.

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Fonte: Canal Rural
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