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João de Almeida Neto reúne Moacyr Franco, Gaúcho da Fronteira e Nani Medeiros para homenagear Nelson Gonçalves

O centenário de Nelson Gonçalves (1919–1996) não vai passar batido no Rio Grande do Sul. No mês em que é celebrado os cem anos de seu ...


O centenário de Nelson Gonçalves (1919–1996) não vai passar batido no Rio Grande do Sul. No mês em que é celebrado os cem anos de seu nascimento (dia 21), o Rei do Rádio ganha um tributo especial, liderado por um dos principais guardiões do seu legado musical, o cantor João de Almeida Neto.

Prestigiado cantor da música regional gaúcha, João de Almeida conheceu a voz de Nelson na adolescência, por meio de seu pai, que também admirava o artista. Em 2017, lançou Boêmios um álbum dedicado exclusivamente ao repertório do Metralha, apelido que Nelson ganhou por causa da fala rápida e entrecortada – o disco lhe rendeu um prêmio Açorianos de melhor intérprete.

Nesta sexta-feira, em Porto Alegre, ele apresenta mais uma grande homenagem ao artista inspirador: um show com as participações de Moacyr Franco, Gaúcho da Fronteira e Nani Medeiros, às 21h, no Teatro do Bourbon Country (Av. Túlio de Rose, 80). No sábado, o espetáculo segue para Caxias do Sul, no Teatro da UCS (Rua Francisco Getúlio Vargas, 1.130), às 21h, apenas com João de Almeida e Nani Medeiros.

– Gaúcho da Fronteira é uma presença importante, inclusive como vínculo com a música regional. Nani é uma grande cantora, que participa desde o início do show Boêmios. E Moacyr é alguém que admiro profundamente, por ser verdadeiramente um artista completo. Estou muito feliz de ter a presença dele nesse show – conta o anfitrião.

João de Almeida Neto nasceu em Uruguaiana, onde viveu até os 20 anos. Da mesma forma, Nelson Gonçalves também nasceu em uma cidade gaúcha de fronteira, em Santana do Livramento. No entanto, o vínculo com o Estado não foi marcante, já que os pais tinham uma vida itinerante e se mudaram  para São Paulo poucos anos após o nascimento do menino. A música do Metralha se tornou popular no Sul por meio dos mesmos veículos que a projetaram em outras regiões do país: o rádio e o disco.

– Em Uruguaiana, tínhamos a tradição das serenatas. A gurizada de 13, 14, 15 anos saía de madrugada com o violão e ia até a casa das colegas de aula para cantar. As músicas do Nelson eram parte importante do repertório – lembra João de Almeida.

Clássicos como A Volta do Boêmio e Negue estarão nos shows de sexta e sábado, que também valorizam a versatilidade da voz do homenageado.

– É um repertório difícil de montar, porque são muitas músicas. Procurei pegar as mais expressivas, de maior sucesso, mas também demonstrar a diversidade de ritmos que Nelson gravou. Ele cantava samba-canção, valsa, tango, fado... Era capaz de cantar no ritmo que viesse – diz João de Almeida.

O cantor lamenta a baixa repercussão do centenário de Nelson:

– Sempre fiquei constrangido por regravar o que Nelson tinha gravado. É como um jogador de futebol tentar refazer as jogadas do Pelé. Não vai fazer igual. Melhor, nem pensar. Mas essa ausência de homenagens no centenário aponta o risco de ele ser esquecido. A poeira do tempo está se depositando. Se eu ajudar a sacudir um pouco essa poeira, já posso me sentir útil.


BOÊMIOS – JOÃO DE ALMEIDA neto E CONVIDADOS

Sexta-feira, às 21h.
Teatro do Bourbon Country (Av. Túlio de Rose, 80), em Porto Alegre.
Ingressos: R$ 140 (camarote), R$ 90 (plateias baixa e alta), R$ 70 (mezanino) e R$ 60 (galerias).
À venda na bilheteria do local e pelo site www.uhuu.com.


Fonte: GauchaZH

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