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Os ensinamentos e reflexões proporcionados pelo Sexto Item da Carta de Princípios

Dando continuidade ao especial sobre o documento máximo do Movimento Tradicionalista Gaúcho, conversamos com tradicionalistas sobre o i...



Dando continuidade ao especial sobre o documento máximo do Movimento Tradicionalista Gaúcho, conversamos com tradicionalistas sobre o item VI, suas aplicações e importância no meio.

Artigo 6 – Preservar nosso patrimônio sociológico representado, principalmente, pelo linguajar, vestimenta, arte culinária, formas de lide e artes populares.

Integrante do grupo de aspectos culturais, esse item é voltado o que o livro do 1º Fórum Tradicionalista classifica como o sentido objetivo: “refere-se a todo o conjunto de criações pelas quais o espírito humano criou presença na história”, (p. 18).

Victória Luisa da Rosa Ribeiro, 1ª Prenda Juvenil da 9ª RT, destaca que o tradicionalismo é a arte de colocar em movimento a tradição, o patrimônio sociológico do povo gaúcho e o estado de consciência na busca da preservação dos nossos costumes, sem haver conflito com o progresso, por culto e vivências. “Assim é o nosso dever como tradicionalistas: preservar este patrimônio principalmente quando se diz respeito às nossas tradições em geral.”

Para Cezar Augusto Bertani Gomes, 1º Guri Farroupilha do RS, esse artigo é de fundamental importância, pois conduz os tradicionalistas a prezarem de maneira tradicional os seus costumes.
Maria Eduarda Müller Franco, 1ª Prenda Juvenil da 25ª RT, ressalta que este item não compete estar apenas na Carta de Princípios, e sim, ser de responsabilidade de cada tradicionalista, pois ele direciona exatamente para a preservação do patrimônio. “Em minha opinião, é uma das coisas mais preciosas para se manter viva: a tradição gaúcha, os seus usos e costumes, seja na vestimenta, linguajar.”

Aline Almeida de Souza, Coordenadora da Indumentária e Responsável pelos protocolos do MTG em 2019, vê essa cláusula como tendo grande relevância, justamente por se tratar da manutenção daquilo que é nosso. Para ela, a preservação dos costumes já identifica o povo gaúcho como aquele que tem orgulho de sua terra. “Ao longo da formação do nosso estado sofremos inúmeras influências de outras etnias e assim formamos uma identidade única, seja pelo linguajar, vestimenta, artes culinárias e manifestações espontâneas.”

Victória complementa essa ideia, apontando que essa intensa miscigenação cultural do povo gaúcho influenciou diretamente na forma com que cultuamos nossas tradições na atualidade.
Segundo Aline, os tradicionalistas colocam em prática o artigo de forma natural. “Contudo, devemos sempre ter o cuidado com relação ao entendimento do que estamos representando, seja no trajar, no dançar ou nas provas e nas lides.” Justifica sua opinião, exemplificando que quando é escolhida uma indumentária é necessário sempre entender o período histórico o qual está se tentando representar, para deixá-la da forma mais fidedigna possível. “É necessário que existam atividades que estimulem e oportunizem maior conhecimento sobre os nossos costumes, garantindo assim uma continuidade e valorização da nossa cultura.”

Para Victória, em grande parte dos eventos desenvolvidos no Movimento, esse artigo é posto em prática de forma espontânea. “Ao participarmos do Enart estaremos preservando as nossas artes populares; ao realizarmos jantares em nossas entidades para a comunidade estaremos preservando a arte culinária, e assim consecutivamente.”. Mas compactua com a ideia de Aline: “Ainda pecamos em muitos aspectos que vão em contramão a esse item, como por exemplo quando utilizamos uma indumentária incorreta durante eventos ou até mesmo quando utilizamos linguajares que não são nossos para divulgar eventos tradicionalistas (baile ao invés de fandango, convite ao invés de chasque).”

Cezar ressalta a necessidade de trabalhos desenvolvidos pelos departamentos culturais. “Hoje conseguimos ver que muitos indivíduos não seguem de maneira fiel este artigo, sendo desvinculados do tradicional em razão de modismos culturais. Porém, percebe-se que os departamentos culturais se esforçam para repudiar estas influências estrangeiras.” Para ele, para se conscientizar as pessoas deve-se orientá-las a representar o patrimônio sociológico de forma correta.

Maria Eduarda aponta que o item é colocado em prática sempre que os usos e costumes do gaúcho são preservados, desde o churrasco feito no almoço de domingo até na utilização da pilcha. “São atos que dão continuidade à nossa cultura e isso é essencial para o nosso Movimento manter sempre viva a chama de 1947, não importando a forma como ela é representada, mas sim o sentimento que existe dentro de cada um de nós: o amor e o orgulho de sermos gaúchos!”

Victória conclui que deve-se começar dentro das entidades a busca para manter a prática desse artigo: “Buscar valorizar através da vivência e dos eventos promovidos a divulgação das nossas tradições não só para os tradicionalistas, mas também para toda a comunidade na qual estão inseridas.”. Segundo a prenda, apenas desta forma estaremos perpetuando o nosso patrimônio sociológico, não só no meio tradicionalista, como também em toda a sociedade.

Texto: Tuanny Prado | Fotos: Acervo Pessoal
Fonte: jornal Eco da Tradição

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