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Machismo no Rio Grande do Sul

Falar sobre o machismo enraizado em nossa cultura gaúcha é sempre importante. Sempre há aquele que diga que é exagero, que não é para tanto etc, etc... Mas NÃO É exagero não!

É fato que a sociedade como um todo possui este preconc…


Falar sobre o machismo enraizado em nossa cultura gaúcha é sempre importante. Sempre há aquele que diga que é exagero, que não é para tanto etc, etc... Mas NÃO É exagero não!

É fato que a sociedade como um todo possui este preconceito. Nossa civilização, desde a formação, é apenas mais uma entre tantas, que sempre levou a mulher como uma pessoa responsável por servir os homens. 

Cada ano se discute cada vez mais esse tema, e assim mesmo que deve ser!  

Não podemos mais achar que é algo natural, que sempre foi assim e sempre será!
Estamos lotados de exemplos de grandes mulheres que lideram as suas entidades, instituições, CTGs, regiões...  

No evento que ocorreu no Domingo, dia 14, na cidade de São Jerônimo, as diversas participantes foram convidadas a contar um pouco de suas experiências. O evento contou com a participação de mais de 600 pessoas!!

Foi falado, dentre inúmeros exemplos, o do preconceito de ser a primeira patroa de um CTG que sempre teve homens no "comando". As dificuldades impostas, os problemas encontrados... A D. Elma Sant'Ana, que foi patrona dos Festejos Farroupilhas, disse que lá no início do movimento organizado, quando ela queria participar das reuniões do 35 CTG, foi barrada por ser desquitada (divorciada). 

Já a D. Ilva Goulart (Coordenadora da 4a RT) disse nunca ter passado por uma situação de preconceito pois tanto no seio da família, quanto no internato, ela sempre ocupou o lugar dela, sendo tratada de igual para igual, lutando sempre para buscar e manter o seu espaço. 

Se é difícil para os homens mostrarem o seu valor e conseguirem espaço, para as mulheres essa luta é infinitamente maior! 

A Karen Lose, secretária do comitê da ONU HeForShe no RS, disse que o RS é o único estado que possui essa secretaria, e isso mostra a preocupação em trabalhar a equidade de gêneros. Ela mencionou o quão importante é o tratamento igualitário desde a infância, onde o conceito de homens serem super-heróis e as mulheres princesas indefesas está intrínseco no comportamento que a sociedade expõe para seus próprios membros. 

Quando foram questionadas pelo público a respeito das letras machistas nas músicas nativistas, a D. Elma disse que tudo passa pela avaliação da comissão. E no olhar dela, homens ainda são a maioria como avaliadores. 

A Márcia, que foi a primeira patroa do 35 CTG, disse que existem mulheres hoje que batalham muito pelo seu espaço, e que elas chegam lá. Mas que outras, ao verem isso, ao invés de incentivar ou seguir o exemplo, caem na vaidade do puxar o tapete. Então isso mostra, que a própria mulher pratica o machismo, muitas vezes por pura vaidade. 

O consenso geral de quem participou é que tudo passa pela EDUCAÇÃO!

É necessário utilizar os inúmeros exemplos de casos bem sucedidos, e desta forma buscar força para alcançar também o seu espaço. 

A união é necessária, não só das mulheres, mas de todos que acreditam que essa diferença de gênero não existe. 

É comum ouvir de outras mulheres que admiram muito a nossa cultura, que sempre tiveram vontade de participar dos CTGs quando crianças, porém, ao não iniciar nessa época, agora não veem com a mesma vontade este "desejo", principalmente pelo fato de verem o papel da mulher muito submisso dentro das entidades... É aquela velha cultura de que nos CTGs só os homens mandam. Infelizmente, para o grande público, são raras as vezes que bons exemplos são lembrados. 

Mudando um pouco o foco, mas não saindo deste mesmo universo dos CTGs, por que quase sempre que um casal é instrutor de danças ou coreógrafos, apenas o nome Masculino é lembrado? Por que existem tão poucas instrutoras de danças gaúchas? (clique aqui para ler o texto que falamos sobre isso).

A grande questão que fica é: como mudar isso? Como falamos, a Educação é fundamental, mas precisa começar por algum lugar. 

Que tal começar aí no teu CTG, dando voz também as prendas para opinar nos grupos de danças, nos departamentos, na patronagem... Que tal não julgar, antes de ouvir?  

Que tal todos lutarmos juntos? 

Gracias novamente Renata da Silva, 1ª Prenda do RS por nos ajudar com os detalhes do evento. O trabalho da Gestão atual está sensacional, sempre abordando temas atuais e de extrema importância. Contem conosco!


Fonte: portal Estância Virtual
Para ver a publicação original, clique aqui.

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