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Grupo Tarca encerra atividades, por despejo da Prefeitura

Em nota de esclarecimento publicada na edição de hoje do Jornal Ibiá, o Grupo Tarca de Arte Nativa, que há 26 anos atua em Montenegro, anun...

Em nota de esclarecimento publicada na edição de hoje do Jornal Ibiá, o Grupo Tarca de Arte Nativa, que há 26 anos atua em Montenegro, anunciou o fim de suas atividades. O antigo Restaurante do Parque Centenário, que servia como sede, agora acomoda o acervo da Biblioteca Municipal Hélio Alves de Oliveira, que passa por reformas. Pegos de surpresa, e sem um novo local, o Grupo encerrou as atividades.

A então secretária do Tarca, Ereni Rodrigues de Oliveira, falou da tristeza em anunciar o fim do Grupo e em não ter conseguido avisar todos os integrantes. “Não conseguimos falar com todos, muitos vão descobrir hoje, através do Jornal”. Como noticiado em matéria do Ibiá na última quinta-feira, com a ocupação do local, pela Prefeitura, o Tarca estava sem espaço para ensaios. “O descaso com que nos tiraram de lá foi uma humilhação. Encontrar um novo local é difícil, não sei o que vai ser. Já tínhamos até contratado professor”, disse Ereni em conversa pelo telefone na tarde de ontem. Não tendo onde guardar os pertences, o pai de uma integrante cedeu espaço dentro de um depósito onde foi montada uma barraca para acomodar tudo.

Segundo Ereni, o Grupo não tem como continuar sem uma sede. “Sem o espaço, não temos como fazer eventos e promoções que custeavam muitos gastos”. No encerramento da nota, o Tarca, que estava participando da organização do Rodeio Municipal, disse que não irá mais se envolver nas atividades relacionadas ao evento.

Entenda o caso

A atual administração do Município procurou o Grupo Tarca no dia 17 de janeiro para olhar a sua sede, o antigo Restaurante do Centenário. No dia seguinte, após ver o local, a Prefeitura avisou que usaria o espaço para acomodar o acervo da Biblioteca Municipal, em uma medida de contenção de gastos. O grupo tinha um contrato com a antiga administração, mas ele ainda não havia sido renovado.

No dia 22 de janeiro, os livros começaram a ser levados para o Parque Centenário e o Tarca recebeu um prazo de 7 dias para retirar suas coisas da sede. Como diz a nota do Tarca, “Sem nem mesmo saberem se o grupo tinha onde guardar seus pertences e sem um prazo para que seus integrantes fossem avisados do ‘despejo’”.

O Grupo Tarca afirma não ser contra a medida econômica do prefeito, mas está “chateado” pela maneira como a tradicional entidade foi tratada.


Colaboração: Rogério Bastos

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