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Concursos regionais (parte I)

Palavra de Prenda e de Peão   Sempre acreditamos que a atuação de uma Prenda e de um Peão Estadual vai muito além da mera participação em e...


Palavra de Prenda e de Peão
 
Sempre acreditamos que a atuação de uma Prenda e de um Peão Estadual vai muito além da mera participação em eventos. Temos a consciência de nossa responsabilidade como orientadores dos jovens no meio tradicionalista, principalmente no que tange aos concursos culturais, evidenciando através de nossas experiências algumas coisas que são fundamentais durante a preparação para o concurso e sobretudo na execução das ações no decorrer do prendado.
 
O mês de junho está chegando ao fim e em seu último final de semana o Rio Grande do Sul conhecerá os novos representantes das 30 Regiões Tradicionalistas. Tendo em vista o nosso comprometimento com estes jovens, preparamos um texto com algumas dicas para as Prendas e os Peões que se dispõem a participar da Ciranda e do Entrevero, objetivando serem, durante um ano, os representantes da juventude tradicionalista do nosso tão amado Rio Grande!
 
Às Prendas...
 
As Prendas são os verdadeiros tesouros dos galpões gaúchos, dignas de todo o respeito e admiração. A decisão de participar de um concurso cultural para se tornar uma representante da mulher gaúcha deve se dar de forma consciente, tendo ciência de seu papel no meio tradicionalista.
 
A Ciranda Cultural de Prendas oportuniza uma retomada de diversos valores e princípios, os quais são de suma importância para o tradicionalismo na atualidade, pois resgata a pureza, a simplicidade, a delicadeza, a graciosidade e ao mesmo tempo a firmeza da mulher gaúcha. Refazendo os passos de nossas antepassadas guerreiras, que não se deixaram esmorecer mesmo diante de dez anos de lutas e peleias, que tomaram conta de suas estâncias, sem nunca perder suas virtudes tão preciosas.
 
A vocês Prendas, as preciosidades de nossos rincões, que almejam títulos regionais, sugerimos que executem as atividades do concurso optando sempre pela simplicidade e naturalidade, não pequem pelo exagero. Procurem manter diálogo franco com as demais concorrentes e com a comissão avaliadora. Jamais deixem de lado a humildade e a espontaneidade, pois elas determinam quem são vocês verdadeiramente.
 
Procurem se informar e conhecer o significado intrínseco de cada prova a ser executada e, principalmente, os valores embutidos em todo o contexto da Ciranda. Conversem com as pessoas que tenham conhecimento sobre o assunto, vão em busca de Prendas que já tenham ostentado títulos regionais ou estaduais, adquiram conhecimento, pois só se pode amar aquilo que se conhece.
 
Aos Peões...
 
Nosso estado é conhecido nacionalmente pela qualidade de nossa carne bovina. É praticamente é um estado rural, dominado por grandes tecnologias que cada vez mais fazem com que o antigo trabalho do homem do campo desapareça.
 
Graças ao Entrevero Cultural de Peões, grande parte das lidas campeiras são evidenciadas, enaltecidas e resgatadas. As provas de trança são ótimos exemplos, uma vez que se dá a oportunidade aos peões concorrentes de aprenderem como trançar tentos de couro, fazer um bucal, uma peiteira ou um rabicho talvez. Outro exemplo muito importante se dá com as provas de cancha, em que são demonstradas as habilidades que foram muito importantes antigamente, como um tiro de laço, uma prova de rédeas.
 
A vocês, peões concorrentes, sugerimos que façam as provas de maneira simples, estudem e busquem o máximo de conhecimento. Sejam naturais para explicar para a comissão avaliadora, conversem com os jurados e mostrem simplicidade e humildade - é melhor explicar uma coisa e bem esclarecida do que querer falar de tudo e não falar nada.
 
Estudem as provas, entendam o porquê das coisas, conversem com pessoas mais velhas sobre determinados assuntos. Os livros são muito importantes para adquirir conhecimento, mas conversar e ouvir pessoas mais velhas é tão importante quanto. Vão às casas destas pessoas, ou daquelas que já participaram de tropeadas, e perguntem como que era feito um charque, por exemplo, tempos atrás. Com toda a certeza isso sim é cultivar as tradições, aprender as coisas exatamente como são, não querer inventar moda que descaracterizem nossas tradições, busquem o conhecimento.
 
Enviado por Joelma Pauline Schmohl Meotti, 1ª Prenda do Rio Grande do Sul, e Douglas Uilliam de Quadros da Silva, Peão Farroupilha do Rio Grande do Sul.
Do Portal do MTG/Oi

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