Tropeirismo: o Burro e a Mula no folclore, parte II



Quem burro vai a Santarém, burro vai e burro vem - pessoa burra é burra e não tem remédio (ditado português).
Burro que muito zurra pede cabresto - zurrar é emitir zurros, que é a voz dos burros. Pedir cabresto significa, neste provérbio, pedir serviço.
Burro não amansa, se conforma - reforço da imagem do animal durão e teimoso.
Filho de burro pode ser lindo, mas um dia dá coice — Não é confiável.
Pela andadura da besta se conhece quem monta - constatação.
É na sela que o burro conhece o cavaleiro - constatação.
Pra burro só faltam as orelhas - forma irônica de chamar alguém de burro.
Burro velho se vende longe - expressa engodo, tapeação .
Trabalha como um burro - expressão comparativa de quem trabalha bastante.
Mais carregado que burro de mascate - expressão comparativa. Os "turcos" mascates andavam pelas estradas com seus animais carregados de badulaques.
Quem puxa carroça é burro - pessoa queixando-se de muito serviço.
Se amarra o burro à vontade do freguês - o freguês é que manda.
Do homem é o errar, do burro é teimar - comportamento.
Um burro com outro se coça — ajuda mútua
Mula só dá pinote debaixo de chicote - só vai na marra, na violência...
É melhor andar a pé do que em burro magro - alternativa, opção.
Arre! Arre! Burrico! El que nació para pobre, nunca hay de ser rico. (Ditado espanhol)
Empacado como uma mula - é o preguiçoso que não ata e nem desata.
O burro, por mais que disfarce deixa as orelhas de fora - Não dá pra esconder.
Ficar com cara de asno — ficar abobalhado.
Não gabe o burro, antes de passar a picada - não elogiar antes da hora.
Burro gosta de ouvir o seu zurro - querer ser o tal...
Se mudar a cor do capim, burro morre de fome - E mais uma referência injusta à folclórica burrice dos burros.

Luiz Antônio Alves e Sergio Coelho de Oliveira
Livro: O linguajar tropeiro


Fonte: blog do Rogério Bastos

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Italo Dorneles

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