Todos somos MTG e as regras e normas são aprovadas pelos próprios tradicionalistas nas Convenções



O Departamento de Indumentária do Movimento Tradicionalista Gaúcho talvez seja um dos mais visados pelos críticos – muitos deles nem integrantes de qualquer entidade tradicionalista. Nesta entrevista, Ana Paula Labres fala sobre o trabalho à frente do Departamento, as realizações para este ano e sobre como encara as críticas, entre outros. Confira:

Quais são as atribuições do Departamento de Indumentária?
Entre as diversas tarefas da Equipe de Indumentária do Movimento Tradicionalista Gaúcho está a de estudar muito e debater sobre o tema, afinal de contas é um assunto complexo e que nos apresenta uma variedade de obras de diferentes autores. Também procuramos atender de forma cordial a todos os tradicionalistas que nos procuram para sanar dúvidas relacionadas às diretrizes, trabalhar com união e participação de todos os integrantes da equipe e traçar uma linha de trabalho que valorize o “tradicional” e o “simples”, fazendo com que a participação no tradicionalismo seja de fácil acesso para todos.

Quais os planos para este ano?
Neste ano temos colegas novos integrando o grupo e colaborando com o trabalho. Hoje, a Equipe é composta por Ana Paula Vieira Labres (16ª RT), Carla Fernanda Carvalho Thoen (27ª RT), Gilmara Silveira (23ª RT), Gregory Gonçalves (11ª RT), Juliana Bender (15ª RT), Marco Saldanha Júnior (4ª RT), Márcio Lima Santos (16ª RT), Rosângela Bacher Nunes (6ª RT), Sthéfano Jaques (4ª RT) e Vanessa Rossato (7ª RT), acompanhados pelo suporte da Vice-presidente de Cultura, Jane Terezinha Bitsck, e pela Vice-presidente de Administração e Finanças, Elenir de Fátima Dill Winck. Também já disponibilizamos no site do MTG as Notas de Instruções para os trajes de época e revisamos todas as atas das Convenções Tradicionalistas, desde 2011, para deixar a Diretriz da Pilcha Gaúcha ainda mais completa e de acordo com as aprovações das Convenções. Além disso, procuramos sempre estar presentes nos cursos do MTG, nos eventos oficiais e nas reuniões, e atender a todos os eventos em que somos convidados para avaliar ou palestrar.

Qual é a filosofia de trabalho?
É trabalhar com transparência e atender a todos com muita cordialidade, ética e de forma igualitária.

Quais os maiores desafios?
É estar sempre buscando conhecimento para entender ainda mais sobre o assunto, disponibilizar tempo para atender a todos os questionamentos, principalmente, próximo do Enart, além das dúvidas para a Ciranda de Prendas, Entrevero de Peões e festivais de danças mirins e juvenis.

De modo geral, quais são as maiores dúvidas que o pessoal tem?
Sobre o tamanho de estampa de tecido para vestido, tipos de tecidos, cores apropriadas para a confecção dos trajes, arranjos de cabelo, maquiagem, joias, cores de lenços, solados das botas, favos e enfeites de botões em bombachas, entre outras.

De que instrumentos o Departamento dispõe para promover mais conhecimento sobre a indumentária gaúcha?
Muitos livros, fotos antigas e pesquisas com pessoas conhecedoras do assunto. E com esta busca incessante pelo conhecimento, a mesma é compartilhada por meio de palestras, cursos, charlas, respostas aos e-mails com questionamentos, sempre buscando alcançar a informação aos interessados. A Equipe de Indumentária também trabalha junto com o Departamento de Formação Tradicionalista e Aperfeiçoamento, pois em todos os cursos realizados sempre há palestra de indumentária.

Como são encaradas as críticas acerca das “regras rígidas” que o “MTG inventa”?
Inicialmente é importante deixar claro que todos nós somos o Movimento Tradicionalista Gaúcho, e que o MTG não é apenas a diretoria. As regras e normas são aprovadas pelos próprios tradicionalistas, por meio de Convenções. E tudo que está normatizado possui um estudo prévio. À exceção do vestido de prenda, que é uma invenção idealizada e muito estudada para acompanhar a pilcha masculina. A Indumentária Gaúcha acompanha uma evolução histórica e possui uma identidade típica. Assim, encaramos com tranquilidade estas críticas, pois não é com as nossas opiniões que poderemos transformar o tradicionalismo para melhor, e, sim, com os nossos exemplos. Vamos continuar a trabalhar de forma igual, aliando estudos com ética e buscando sempre o resgate do tradicional e simples, sem modismos ou invenções.


Fonte: portal do jornal Eco da Tradição

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Italo Dorneles

{picture#https://scontent.fcwb2-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/20031980_1559156280771539_4826566830380784332_n.jpg?_nc_cat=0&oh=31056e35fc0ba042b61a3b826bd6d603&oe=5BD0DC01} O editor Ítalo Oliveira Dorneles é gaúcho, natural de Canguçu e hoje residente e domiciliado em Arroio Grande. Advogado, atua nas mais diversas áreas do Direito. Apaixonado pela cultura gaúcha, já participou (como integrante e ensaiador) de diversos grupos de danças e também participou de festivais de declamação. Desde 2008 edita, administra e mantém o PROSA GALPONEIRA. {facebook#https://www.facebook.com/italo.dorneles} {twitter#http://twitter.com/italodornelesrs} {google#https://plus.google.com/+ÍtaloDorneles} {youtube#http://www.youtube.com/c/%C3%8DtaloDorneles} {instagram#https://www.instagram.com/italodornelesrs}

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