Entramos no mês de setembro...


Quando falamos em heróis farroupilhas logo lembramos Netto, Bento, Garibaldi, mas esquecemos um, fundamental para a Revolução: o tropeiro mineiro, Domingos José de Almeida. Ele sempre foi o maior dos pensadores dos farroupilhas. Um homem de posses, charqueador, tinha a maior biblioteca da província e sempre pensou na criação de um periódico que mostrasse a nova república par aos rio-grandenses.

Para realizar o grande sonho, Almeida não poupou esforços, nem dinheiro: vendeu 17, de seus 30 escravos, para conseguir  fundos que viabilizassem a aquisição da tipografia. A compra dos tipos e do papel para impressão do jornal coube ao italiano Luiggi Rossetti, que tratou tudo com o presidente Oribe, do Uruguai. Então, o projeto se tornou realidade no dia primeiro de setembro de 1838, quando circulou a primeira edição do jornal "O Povo". Era a "Voz da República".

Em abril, anterior ao acontecimento do jornal, os farroupilhas conseguiram invadir a "Tranqueira Invicta", Rio Pardo, e lá tomaram a banda imperial regida pelo maestro mineiro, de Ouro Preto, Joaquim José de Mendanha. A banda foi aprisionada, intacta, pelos farroupilhas que solicitaram ao maestro que compusesse um hino para a República. Então, em maio de 1838, nascia a melodia que se tornaria no seculo XX, o hino Rio-grandense.

Por tanto, este ano, 2018, completou-se os 180 anos do hino rio-grandense e do Jornal "O Povo". Uma pena lastimável que a Comissão Estadual dos Festejos Farroupilhas não tenha dedicado este ano à estas comemorações. O tema Tropeirismo, sem dúvida nenhuma é um tema importante, mas é atemporal. Não poderíamos perder a oportunidade, até pelo exíguo tempo, de tratar e debater essa data "fechada" de nossos símbolo maior.

Em uma Porto Alegre, alheia a tudo, nasce o Acampamento Farroupilha de 2018. Um pedaço do campo em meio a selva de pedra. A capital que tem um corpo de metrópole, um espírito cosmopolita e a alma de uma província se prepara para viver um mês intenso. O Rio Grande já vive o alvoroço do mês farroupilha. Em um ano em que o tema, dos festejos, foi divulgado com atraso de seis meses, dificultando a vida de quem realmente materializa a temática para instrumentalizar as entidades que divulgam as coisas da nossa terra, torcemos para que tudo dê certo. Vale aqui cumprimentar e parabenizar os tropeiros Marco Aurelio Angeli e Valter Fraga Nunes pelo trabalho que estão realizando por todo o estado. Eles nos ensinaram que todos os dias temos coisas novas para aprender e, que quando, alguém se acha "mente pensante" é por que nada sabe e perdeu a humildade... #SempreAprendendo.


Fonte: blog do Rogério Bastos

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Italo Dorneles

{picture#https://scontent.fcwb2-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/20031980_1559156280771539_4826566830380784332_n.jpg?_nc_cat=0&oh=31056e35fc0ba042b61a3b826bd6d603&oe=5BD0DC01} O editor Ítalo Oliveira Dorneles é gaúcho, natural de Canguçu e hoje residente e domiciliado em Arroio Grande. Advogado, atua nas mais diversas áreas do Direito. Apaixonado pela cultura gaúcha, já participou (como integrante e ensaiador) de diversos grupos de danças e também participou de festivais de declamação. Desde 2008 edita, administra e mantém o PROSA GALPONEIRA. {facebook#https://www.facebook.com/italo.dorneles} {twitter#http://twitter.com/italodornelesrs} {google#https://plus.google.com/+ÍtaloDorneles} {youtube#http://www.youtube.com/c/%C3%8DtaloDorneles} {instagram#https://www.instagram.com/italodornelesrs}

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