O Poder sem moral, segundo Jarbas Lima

O poder sem moral é arbitrário, tirânico. Quando é fraco, fica violento. Acumulado, revela-se truculento. Encurralado, vira fera. Desnorteado, aventura. Pode tudo e nada teme. Revela soberba. Delira. Conforta-se com os aduladores. Fecha-se. Fica secreto. Perde a consciência. Envolve-se com falsos profetas. Cria reis sem realeza, gênios sem inteligência, fé sem razão. Imagina-se eterno, onipotente. Veste-se do pior orgulho. Sem se dar conta, perde a liberdade. Ressuscita os que ele próprio esmaga. Envolve-se com a imbecilidade.

O campo crucial do poder é a política. Não existe relação social sem o exercício do poder. O poder é condição essencial para a organização social. As relações de mando e obediência são fundamentais para a convivência humana em sociedade. A legitimidade qualifica o poder político. A fonte legítima do poder é a lei. À lei sujeitam-se os que obedecem, mas principalmente os que mandam. Os seres humanos, pela tradição judaico-cristã, trilham o caminho da virtude, da caridade, da solidariedade. Também os que exercem o poder político, nos limites da legitimidade e da lei. Ainda cremos na evolução. O novo não vem escrito no velho. A vocação da humanidade é o progresso estável, jamais em solavancos de avanços e recuos. A evolução é construtível. É dever do mandante político cuidar do bem público. O destino não pode ser refém do piloto automático da política.

Os princípios da administração pública brasileira são legalidade, moralidade, impessoalidade, publicidade, eficiência. Mandar é ser obediente a princípios. Sem ressalvas. Sem desculpas. São mandamentos da política, de homens e de partidos. Quem ensinará os jovens? Com que exemplos? Quem apontará os valores? Quem exortará sobre justiça? Quem persuadirá que dinheiro não é tudo? Os políticos ficha-suja, os mensaleiros, os venais, os trambiqueiros, os especuladores, os narcisistas, os descrentes, os mágicos patrimoniais, os traficantes de influência, os desonestos, os imorais, os corruptos, os blindados. Quem ensinará corrigir os jovens? Pertinentes indagações de H. Didonet. Reflitamos. O Brasil não merece!


Fonte: blog do Rogério Bastos
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Italo Dorneles

{picture#https://scontent.fcwb2-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/20031980_1559156280771539_4826566830380784332_n.jpg?_nc_cat=0&oh=31056e35fc0ba042b61a3b826bd6d603&oe=5BD0DC01} O editor Ítalo Oliveira Dorneles é gaúcho, natural de Canguçu e hoje residente e domiciliado em Arroio Grande. Advogado, atua nas mais diversas áreas do Direito. Apaixonado pela cultura gaúcha, já participou (como integrante e ensaiador) de diversos grupos de danças e também participou de festivais de declamação. Desde 2008 edita, administra e mantém o PROSA GALPONEIRA. {facebook#https://www.facebook.com/italo.dorneles} {twitter#http://twitter.com/italodornelesrs} {google#https://plus.google.com/+ÍtaloDorneles} {youtube#http://www.youtube.com/c/%C3%8DtaloDorneles} {instagram#https://www.instagram.com/italodornelesrs}

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