Entrevista com o Missioneiro Lincon Ramos


 Lincon Ramos é músico, cantor, produtor e compositor regionalista gaúcho. Gaiteiro nascido e criado em São Luiz Gonzaga-RS, começou tocar e cantar aos 8 anos de idade, juntamente com seu irmão e, em seguida, com grupos da região inclusive com primos da família (Nene Guedes e Família) que tinham conjunto na cidade. Mais tarde, ainda adolescente, veio para capital gaúcha onde tocou com grandes músicos como Juliano Trindade, o Bonitinho, grupo Os Mirins. Ainda nos Mirins, gravou o trabalho de 40 anos de carreira do grupo, onde teve a alegria de interpretar a música  "MEU NOME É TCHÊ", que veio a se tornar um dos grandes sucessos da música gaúcha.

Depois em SC, participou com o grupo Os Nativos, grupo de grande expressão na época pelo seu sucesso e por ter a maior estrutura de shows e bailes do sul do Brasil. Fez uma turnê de shows com o cantor e compositor Elton Saldanha.  Logo em seguida veio a integrar o grupo Campeirismo, que acompanha João Luiz Corrêa, onde permaneceu até 2016.

Conheça um pouco mais deste talento do Rio Grande...

BLOG – Como tu vês a musica gaúcha nos meios de comunicação?
Penso que a música gaúcha, como qualquer outra manifestação artística que tenha um cunho cultural em nosso país, sofre uma certa desatenção, isto no que se refere a mídia em nosso estado, onde músicas de outros gêneros, outras origens, tem um espaço infinitamente maior. É claro que temos exceções e pessoas brigando contra isso, mas esta batalha não é fácil. Esse assunto renderia muitas e muitas páginas de argumentação, mas creio que a fonte desse “problema” em questão, esteja no fato de que vivemos em um país onde praticamente não se investe em cultura.  Para nossos governantes ou políticos, não é interessante ter um povo inteligente ou culto, mas sim um povo “zumbi”, que consome e aceita o que lhe é imposto através da grande mídia e de estratégias milionárias de marketing.
E a música no Brasil seja talvez o maior exemplo disso, onde atualmente temos com maior evidência, a nível de fenômenos, músicas sem conteúdo, tanto poético quanto musical e muitas que são verdadeiros manuais de instrução de imoralidade, transgressão e pornografia. ESTE É O NOSSO BRASIL!! Falo tudo isso (desculpe a delonga, risos) pelo fato de que este é o conteúdo (LIXO) que ocupa o lugar na mídia do que poderia ser muito mais construtivo para nosso povo, a exemplo da nossa música gaúcha!

BLOG – Atua também na área de composição, festivais?
Sim, também componho, para meu consumo e para colegas. O festival retornou a minha vida musical nesses últimos 2 anos. Pois no meu início de trajetória, quando ainda morava em São Luiz Gonzaga, participei de alguns festivais pelo Estado.

BLOG – Quais os planos para 2018?
Estou numa fase muito boa de minha vida pessoal e profissional, onde com este novo projeto estou alcançando novos horizontes e antigos sonhos e metas. Pretendo nesse ano dar segmento a tudo isto, trabalhando bastante e produzindo novidades para as pessoas que me acompanham e gostam do meu trabalho.

BLOG – Quando não está na estrada profissionalmente, o que fazes?
“Quando não estou trabalhando, estou pensando no trabalho”(rsrs, brincadeira) Costumo dizer que minha maior satisfação, em termos de lazer e distração, é estar com amigos, familiares, enfim, pessoas que temos estimação recíproca. 

BLOG – Comida preferida - Churrasco

BLOG – Livro - Trópico de Câncer

BLOG – Filme - Um sonho de Liberdade


Fonte: blog do Rogério Bastos

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