Melhor Cantora, premio Vitor Mateus Teixeira 2017, da Assembleia Legislativa do RS: Anahy Guedes


Jorge Guedes... Artista comprometido com o chão onde pisa, o tempo em que vive e com uma escola musical surgida com o pioneirismo de Noel Guarany (com quem iniciou fonograficamente e por quem foi apontado como herdeiro e sucessor artístico). Jorge Guedes, juntamente com sua Família, vem trilhando uma senda de manutenção e revitalização de uma memória e uma identidade guarani e missioneira.

Guedes andou com sua família pelo Rio Grande do Sul, pelo Brasil e pela América Latina participando de eventos de grande visibilidade, como o Encontro Internacional de Chamameceros, a Mostra da Arte Missioneira em Posadas na Argentina, Programa do Jô Soares, Sr. Brasil com Rolando Boldrin, as comemorações dos 40 anos da morte de Che Guevara na Bolívia e inúmeros shows em festivais e em teatros para plateias seletas. Em 2014 recebeu da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul o prêmio ‘’TEIXEIRINHA’’ na categoria melhor compositor e também no mesmo ano com ‘’NEGO BETÃO’’, a melhor música do ano.

Como bem frisou e sintetizou Nico Fagundes:

 “Jorge Guedes não é apenas mais um missioneiro a cantar sua terra e sua gente. Noel Guarany foi a voz privilegiada, como um sabiá campeiro cantando nas ruínas de São Miguel. Cenair Maicá foi a aguda consciência social e Jayme Caetano Braun foi e sempre será um dos sumos-sacerdotes deste culto. Ele, Jorge Guedes é um pouco de cada um dos seus predecessores. Ele é ao mesmo tempo, o índio e o gaúcho – até na estampa. Ele tem a poesia do Jayme, a voz de sino jesuítico do Noel e a consciência social do Cenair. Não tenho dúvida de que ele é, hoje um dos mais importantes artistas do Rio Grande do Sul. Ele é o passado, mas é também o presente. E será, sobretudo, com a sua talentosa Família, o futuro".

Um pouco de sua história:

'Jorge' Procópio Ferreira Guedes, ou 'Jorge Guedes' (São Luiz Gonzaga, 13 de setembro 1964) é um cantor e compositor da Música nativista, missioneiro e parceiro de arte de nomes como Noel Guarany, Jayme Caetano Braun e Cenair Maicá. [1]Jorge Guedes é um dos melhores cantores do Rio Grande do Sul, sendo um divulgador da cultura missioneira em palcos nacionais e internacionais e programas de grande notoriedade como o Programa do Jô e Sr. Brasil com Rolando Boldrin. Em 2014 recebeu da assembléia legislativa do estado do Rio Grande do Sul o prêmio Vitor Mateus Teixeira[2] , na categoria de melhor compositor. Jorge Guedes é o filho mais novo de dez irmãos, seu pai Francisco da Silva Guedes (Chico Guedes) passou aos filhos o dom da música, sendo que este tocava o acordeon.

Junto dos irmãos na adolescência, começou a tocar e cantar bailes e demonstrar grande apreço pela musicalidade missioneira ,sendo influenciado por grandes artistas como Noel Guarany , Cenair Maicá , Jayme Caetano Braun , Telmo de Lima Freitas e outros nomes , que lhe despertaram grande admiração .
 
 
 
Discografia:

Na década de 80 ,começa a tocar com o conjunto, Os Caranchos permanecendo no grupo por alguns anos.No fim dos anos 80 conhece o cantor e compositor, Noel Guarany, com o qual juntamente com João Maximo lançam o LP , A volta do Missioneiro,aonde interpretou sucessos como Roda que Roda e Na Baixada do Manduca.

Sempre comprometido com suas raízes missioneiras, lança em 1989 seu primeiro trabalho solo, o LP Terra Missioneira, aonde se encontra canções como Bagual de Corredor, Os Olhos de Minha Linda em parceria com Noel Guarany e Milonga do Maragato, em parceria com João Sampaio que viria à ser mais tarde um de seus maiores parceiros.

Em 1994 lança o LP, Paisagens de Fim de Tarde, no qual recebeu o prêmio de melhor capa do ano, trazendo novos sucessos como Lida de Costeiro, regravada pelo conjunto, Os Serranos , também a canção Sentado sobre um Arreio regravada pelo cantor e compositor Porca Véia e a interpretação do clássico gaúcho de João Sampaio e Elton Saldanha, Entrando no M'bororé.

Três anos depois lança o CD, Porque será Guevara, trabalho de grande teor intelectual e apelo social, que está presente no memorial de Che Guevara em Cuba. Neste CD além da homenagem ao revolucionário, também há homenagens para nomes como Raul Seixas, Atahualpa Yupanqui, Andrés Guazurary e Sepé Tiaraju.

Em 1999 lança seu quinto trabalho, De Boina e Alpargatas, em que se destacam as músicas Costeira, Aqui são Outros Quinhentos e Estampa Caudilha, regravação do LP Paisagens de Fim de Tarde.

Em 2003 lança de forma independente um CD emblemático e de grande identidade cultural, Das Missões às Cordilheiras, tendo feito uma viagem até ao Peru, com o intuito de ter um embasamento maior sobre o resgate histórico do trabalho.

De 2003 a 2013 não grava, mas, junto de sua família, participa de grandes espetáculos, como os 40 anos de morte de Che Guevara na Bolívia, festival del chamamé na Argentina, Encontro internacional de chamameceros São Luiz Gonzaga , o Programa do Jô em São Paulo, Sr. Brasil com Rolando Boldrin, dentre outros.

Em 2013 lança ao lado de sua família seu mais recente trabalho , Sem tinta ,que retrata a vivência do homem de campo ,em sua forma mais original, destacando-se as músicas Nego Betão, escolhida pela crítica gaúcha a melhor música do ano, musica regravada também pela dupla nativista César Oliveira & Rogério Melo e pelo conjunto Serranos, ambos com a parceria do autor Jorge Guedes, Sem Tinta, música que dá nome ao CD e Anjo e Flor , música que retrata o romantismo gaúcho.

Em 2016 Jorge Guedes junto com os filhos, lança o CD “Um cacique & sua Gente”. O CD vem se destacando no meio artístico cultural, ganhador do troféu de ”Melhor CD do Ano” pelo G1, Repórter Farroupilha, Giovani Grizzoti, em uma votação popular com quase 40 mil votos nesta categoria e o CD também levou a o troféu de Melhor Música do Ano com a música “Que nem dois Ermão”.


Fonte: blog do Rogério Bastos
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