Belchior se apresenta em Porto Alegre, em foto tirada pela amiga Dulce Helfer (Foto: Dulce Helfer/Arquivo Pessoal)
Por Janaína Lopes, G1 RS


Biógrafo do cantor e compositor cearense Belchior, Jotabê Medeiros acompanhou os últimos passos do artista no Rio Grande do Sul, e reconta a trajetória no livro "Apenas um Rapaz Latino Americano", lançado este ano. Em entrevista ao G1, o escritor falou sobre a ligação entre o músico e o estado onde passou os últimos anos de vida.

A obra é tema de uma mesa nesta terça-feira (14), na Feira do Livro de Porto Alegre. Participa também o jornalista gaúcho Juremir Machado da Silva, que encontrou o cantor em uma das passagens por Porto Alegre. O evento será realizado às 18h, no auditório Barbosa Lessa, no Centro Cultural Erico Verissimo.

Belchior escolheu o estado para viver durante sua controversa "fuga" da vida pública. Em 30 de abril deste ano, faleceu em Santa Cruz do Sul, onde vivia com a esposa, hospedado por uma família.

Foi a admiração por Belchior enquanto personagem, e o desejo de estabelecer um parâmetro de análise da obra do compositor que motivou Jotabê a escrever o livro, em um projeto iniciado há 10 anos. Para Jotabê, a produção do compositor é "múltipla e poderosa": "Certamente está entre as maiores da música popular brasileira".

Jotabê Medeiros fala na Feira do Livro de Porto Alegre nesta terça-feira (14), sobre o livro Apenas um Rapaz Latino Americano (Foto: Renato Parada/Divulgação)


No Rio Grande do Sul, Jotabê contou com o auxílio das diversas pessoas que abrigaram ou contataram Belchior e a esposa. O advogado gaúcho Jorge Cabral, que também é autor de um livro sobre o cantor, foi um dos colaboradores. "Ele me contou parte de sua aventura com o compositor e cantor cearense. A experiência é rica e vale muito a pena conhecer o relato do advogado para conhecer um aspecto da vida do artista", opina o biógrafo.

Jotabê explica que havia laços que aproximavam o compositor às cidades gaúchas. Ele acredita que o elo com o Rio Grande do Sul levou Belchior a escolher o estado para viver.


"Belchior tinha um longo histórico de relacionamento com o Rio Grande do Sul. Quando estava para lançar seu segundo disco, Alucinação, sua gravadora o levou a Porto Alegre para preparar um lançamento apoteótico, e ele passou um período lendo e pesquisando".


Embora não haja influências gaúchas de forma clara na música de Belchior, ele era grande admirador de artistas gaúchos, segundo Jotabê. Entre eles, o poeta Mario Quintana. "[Belchior] chegou a conhecer pessoalmente, apresentado por Dulce Helfer. Também esteve no estado durante numerosas turnês".

A proximidade do Estado com o Uruguai, onde Belchior também passou um período grande, ajudou a reforçar essa ligação. "Creio que o Rio Grande do Sul ecoava mais na imaginação dele como um território fronteiriço, de grande amplidão, liberdade e diálogo cultural", conclui o biógrafo.


Fonte: portal G1
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