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Um dos princípios pelos quais sempre lutamos dentro do movimento cultural do Rio Grande do Sul, mais especificamente no que tange a preservação dos costumes de nossa terra, é o de conscientizar as pessoas de ir além da dança e da gastronomia no culto de nosso folclore, embora saibamos que estas duas searas são preponderantes como símbolos de nossas tradições.

Os tradicionalistas devem sair da clausura, da geografia de costaneiras que delimitam um Centro de Tradições Gaúchas. Os envolvidos, os que gostam de cultivar estes legados de nossos ancestrais campesinos, tem que ir ao encontro da sociedade, vivenciar os problemas das vilas que circundam um CTG. Sabemos que falar (ou escrever) é fácil e na penúria que andam nossas entidades tradicionalistas mal dá para elas próprias sobreviverem. Contudo, sempre há espaço para a filantropia, por menor que ela seja pois, para quem recebe, qualquer regalo será de grande valia. Que bom seria se mais departamentos tradicionalistas fossem as ruas em campanhas comunitárias e, na medida de suas possibilidade, dessem o seu apoio. 

Por este motivo, fiquei extremamente contente ao ver o balanço de atividades realizados por nosso Piquete Fraternidade Gaúcha, braço tradicionalista do Grande Oriente do Rio Grande do Sul, em nosso galpão, durante o acampamento alusivo aos festejos farroupilhas de 2017 no Parque da Harmonia de Porto Alegre. Em face destes relatórios podemos constatar que o caráter filantrópico caminhou harmonicamente com a reverência as tradições gaúchas.

Resumidamente, diagnosticamos que foram servidos, gratuitamente, almoços a 36 idosos da SPAAN (Sociedade Porto Alegrense de Ajuda aos Necessitados) e 41 crianças de uma creche da zona Sul da capital.

Além disto, em parceria com a Fundação São João e a Fundação Lions, o Fraternidade Gaúcha contatou com os organizadores do evento (Acampamento Farroupilha) e, no dia 14 de setembro, colocou um ônibus com gabinete oftalmo onde foram realizadas consultas em crianças de 06 a 16 anos da rede escolar pública de Porto Alegre. Mais de 50 crianças foram atendidas e aquelas que os médicos diagnosticaram algum problemas de visão as Fundações doaram armações e as respectivas lentes. Também, na ocasião, a Fundação São João realizou a tradicional blitz da saúde, que atendeu mais de 130 pessoas, medindo a pressão e realizando testes de glicose no sangue.

Da mesma forma, sempre é bom realçar o aspecto cultural que circunda nosso galpão, além, é claro, da tradicional hospitalidade. Por três anos consecutivos conseguimos a nota máxima na apresentação do Projeto Cultural que cada entidade ali acampada tem por obrigação de apresentar.

Isto tudo se faz necessário destacar pois ainda existem muitas pessoas que imaginam ser o Acampamento apenas um local de "dança e gastronomia".

Fonte: blog do Léo Ribeiro
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