O Jovem no Tradicionalismo Gaúcho


"O Jovem no Tradicionalismo Gaúcho

Para introduzirmos este tema é muito simples, pois o jovem esteve presente no tradicionalismo desde o princípio de forma marcante. É a partir do jovem que surge o nosso Movimento. Então, vamos começar nos remento ao ano de 1947 quando João Carlos Dávila Paixão Côrtes, que estava a frente do Departamento de Tradições Gaúchas do Colégio Júlio de Castilhos, forma o Grupo dos 8, e nesse mesmo ano criam a 1º Ronda Gaúcha, que hoje corresponde a nossa semana farroupilha. Símbolos que hoje são tão importantes para a cultura do nosso Estado e que surgem a partir da iniciativa de jovens.

No ano seguinte, em 1948, temos a formação do 35 CTG, percussor do tradicionalismo gaúcho, e que reuniu a juventude em prol de uma causa maior que era a preservação da nossa cultura. Nessa linha de pensamento, podemos citar as tantas entidades criadas a partir deste modelo estrutural elaborado por jovens e a posterior fundação da federação dessas entidades no 12º Congresso Tradicionalista Gaúcho em 1966, o MTG, demonstrando o tamanho da disseminação dessa ideia, originária de mentes tão novas.

Continuando nosso raciocínio sobre o jovem dentro do Movimento, vamos aos poucos trazendo esta temática para o contexto atual em que vivemos. Podemos citar alguns dos nossos documentos basilares escritos por grandes expoentes do tradicionalismo que falam sobre o jovem e sua importância.

Luíz C. Barbosa Lessa, por exemplo, em sua Tese 'O Sentido e o Valor do Tradicionalismo' aprovada em 1954, já nos falava sobre uma das grandes questões do tradicionalismo que é a 'atenção especial às novas gerações', uma vez que estas serão as pessoas que continuarão o nosso movimento. Outro exemplo é a nossa Carta de Princípios, documento norteador do movimento, de autoria de Glaucus Saraiva, que trás a importância que o tradicionalismo tem para as pessoas e em especial para a juventude. No item 26 o autor coloca: 'Revalidar e reafirmar os valores fundamentais da nossa formação, apontando as novas gerações rumos definidos de cultura, civismo e nacionalidade'. Aproveite para falar a sua opinião sobre estes documentos, sobre como são importantes para o tradicionalismo e para juventude e sobre o fato de que desde aquela época já se falava sobre o papel e o valor das novas gerações.

Para contextualizar a nos encaminharmos para o final de nossa prova oral, vamos falar sobre o fato de que, mesmo após 50 anos de Movimento tradicionalista Gaúcho e 70 anos do Grupo dos 8, a juventude continua tendo papel fundamental. É o jovem que tem a missão de transmitir a todos o que é o nosso tradicionalismo, é ele que vai ajudar a conduzir o nosso MTG a mais 50 anos e quantos mais forem. Dentro das entidades o jovem desperta em si valores fundamentais, muitas vezes desconhecidos na sociedade, valores como ética e moral, respeito, convivência familiar, liderança e responsabilidade.

Como conclusão, vamos falar sobre como os jovens vem, a cada ano, ocupando lugares de muita importância dentro das entidades, regiões tradicionalistas e MTG, como posteiros de invernadas, diretores do departamento jovem ou demais departamentos, prendas e peões de faixa ou crachá, atuando assim em prol do tradicionalismo e ao mesmo tempo aprendendo valores que os farão pessoas melhores não somente dentro do tradicionalismo, mas também na vida.

Se você quiser e julgar necessário, você ainda pode citar como o MTG proporciona inúmeras oportunidades para os jovens poderem atuar dentro do Movimento e diversos eventos para juventude, como o Tchêncontro da Juventude Gaúcha, o Acampamento da Juventude, o Entrevero de Peões, a Ciranda de Prendas, entre outros, os quais oportunizam a criação de novos laços de amizade, troca de conhecimento e experiências.

Com carinho, Prendas Adultas do Rio Grande do Sul, 2017/2018."


Fonte: blog Cantinho Gaúcho, de Carolina Bouvie
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Italo Dorneles

{picture#https://scontent.fcwb2-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/20031980_1559156280771539_4826566830380784332_n.jpg?_nc_cat=0&oh=31056e35fc0ba042b61a3b826bd6d603&oe=5BD0DC01} O editor Ítalo Oliveira Dorneles é gaúcho, natural de Canguçu e hoje residente e domiciliado em Arroio Grande. Advogado, atua nas mais diversas áreas do Direito. Apaixonado pela cultura gaúcha, já participou (como integrante e ensaiador) de diversos grupos de danças e também participou de festivais de declamação. Desde 2008 edita, administra e mantém o PROSA GALPONEIRA. {facebook#https://www.facebook.com/italo.dorneles} {twitter#http://twitter.com/italodornelesrs} {google#https://plus.google.com/+ÍtaloDorneles} {youtube#http://www.youtube.com/c/%C3%8DtaloDorneles} {instagram#https://www.instagram.com/italodornelesrs}

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