Usando trajes típicos, cavaleiros festejam Dia Farroupilha em Porto Alegre - Daniel Isaia/Agência Brasil


Milhares de pessoas acompanharam hoje (20) as comemorações do tradicional Desfile Farroupilha, que celebra as tradições e costumes da cultura gaúcha. Nesta data, 20 de setembro, os gaúchos lembram a Revolução Farroupilha, guerra separatista contra o Brasil Império que começou em 1835 e durou dez anos.

O desfile foi de manhã na Avenida Edvaldo Pereira Paiva, às margens do Rio Guaíba. Parte significativa do público presente estava pilchada, ou seja, caracterizada com as roupas típicas da cultura gaúcha: os homens de camisa, lenço, bombacha e bota, e as mulheres com longos vestidos de prenda.

Na avenida, o público acompanhou os desfiles dos movimentos tradicionalistas de todo o Rio Grande do Sul. Gaúchos e prendas se apresentaram caracterizados, a maioria a cavalo ou na carroceria de carretas rurais. Tropas e cavalarias da Brigada Militar gaúcha e de outros órgãos de segurança pública também desfilaram.

Um dos que acompanharam o desfile foi o aposentado José Nonemacher que, de lenço e bombacha, assistiu à passagem das comitivas. Ele contou que chamou a atenção quando foi ao Canadá, há alguns meses, visitar o “piazito” – o filho, que estuda naquele país. “Levamos a nossa erva, nosso chimarrão e cultivamos lá também a cultura gaúcha. O pessoal perguntava o que era isso, a gente explicava tudo. É um orgulho  ter essa cultura e mantê-la, principalmente pilchados, como nós estamos”, afimou.

O amor pela terra e pelos costumes é unanimidade entre as pessoas que participam das festividades.

“É um sentimento que nasce com todos os gaúchos. No dia de hoje, 20 de setembro, a nossa data magna, ele aflora ainda mais. Nós queremos mostrar para toda a sociedade o quanto temos orgulho, o quanto temos amor pela cultura e pela tradição do nosso estado”, destacou Caroline Scariot, 2ª Prenda do Rio Grande do Sul. Natural de Lajeado, a 122 quilômetros de Porto Alegre, Caroline desfilou na Avenida Edvaldo Pereira Paiva.

Integrante de movimentos tradicionalistas, Caroline vive no dia a dia os costumes da cultura gaúcha. “As pessoas ficam bastante atraídas pelos cavalos que desfilam, pelas prendas com seus vestidos enormes, brilhantes e cheios de babados. Mas é importante que elas saibam que existe muito mais além disso. Em nossos galpões, nos CTGs [Centros de Tradições Gaúchas], há todo um resgate da história do nosso Rio Grande do Sul, da cultura, da geografia. Todo mundo pode, quando quiser, vir conhecer um pouco mais sobre essa história”, convidou a prenda.


Por Agência Brasil
Fonte: Revista IstoÉ
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