Pra começar o texto de hoje, acredito ser muito válido e oportuno relembrarmos as finalidades da Ciranda Cultural de Prendas descritas no regulamento - artigo 2º:

"A Ciranda tem como finalidades:
 
I - despertar na criança, o gosto pelas tradições e estimular nas jovens sua gradativa e natural integração no meio tradicionalista, aproveitando a motivação emanada do espírito associativo predominante na Entidade à qual pertence, engajando-a no estudo dos assuntos da cultura sul-riograndense;

II - estimular a juventude a uma participação mais efetiva no Movimento Tradicionalista Gaúcho - MTG, colaborando na organização e realização de eventos sócio-culturais e projetos desenvolvidos por este Movimento;

III - elevar o nível cultural e intelectual das prendas das Entidades filiadas, desenvolvendo, na juventude tradicionalista, o interesse pelo estudo e pesquisa da Geografia, História, Folclore, Tradição e Tradicionalismo do Rio Grande do Sul, bem como manter-se a par de assuntos da atualidade, proporcionando-se, também, o aperfeiçoamento dos seus dotes artísticos e do seu relacionamento social;

IV - escolher, anualmente, dentre as candidatas, aquelas que melhor representem as virtudes, a dignidade, a graça, a cultura, os dotes artísticos, a beleza, a desenvoltura e a expressão da mulher gaúcha;

V - envolver as comunidades, principalmente as escolas, visando a divulgação dos princípios e ações do Movimento Tradicionalista Gaúcho."

Bueno, está muito claro no texto descrito acima que a principal função de uma prenda de faixa é exaltar a cultura Rio-Grandense, amar acima de tudo este nosso pago, promover na comunidade uma participação mais efetiva no Movimento, ser exemplo para crianças, jovens e adultos, modelo de virtudes, conhecimentos e, principalmente paixão e orgulho pelo Rio Grande do Sul.

O regulamento é da Ciranda, sim.
Porém ali não cita a obrigatoriedade de uma prenda seguir por este caminho... Região e Estado.
Ah, e também não cita que exista diferença entre primeiros, segundos e terceiros lugares!

Penso eu que a Ciranda Cultural de Prendas seja mais uma realização pessoal, que de fato um "promover tradicionalismo". Os concursos são lindos, belos sonhos que se transformam em realizações incríveis... mas será mesmo que podemos medir a dedicação e amor de uma prenda pelo nosso Estado pelo resultado de um deles? Ou então será que podemos julgar o nível cultural e a efetiva participação no Movimento apenas através de Cirandas?

Vivemos um tradicionalismo digno de reconhecimento pelas mais diversas formas, com ou sem faixa, crachá ou títulos mais ou menos importantes. A cultura Rio-Grandense merece muito mais que isso! Merece que saibamos o seu valor, e que a cada dia ela se transforme em mais visibilidade, mais reconhecimento, mais dedicação.

Precisamos sim, de porta-vozes. De pessoas imponentes, que exalem a nossa cultura pelo olhar.
Que promovam a cultura sem pedir nada em troca, que preservem nossa história além da finalidade das provas escritas, que queiram e saibam o valor real que tem o compromisso em seus ombros.

Afirmo, novamente: Cirandas são lindas, emocionantes, enchem meu coração! Já foi por muitas vezes meu sonho... e hoje pulsa ainda em tantos corações. Todas as prendas que se dispõem a participar, estão de parabéns, merecem toda a nossa admiração e respeito.

Porém não menos importantes são aquelas que preservam a nossa cultura com afinco sem estar em busca de uma faixa Regional/Estadual. Precisamos estimular a solidariedade, a integração no meio tradicionalista, a paz nos galpões, a anti-rivalidade, a cultura, e principalmente, o amor!

Uma faixa não define quem tu és. O que define são tuas atitudes!


Fonte: blog Cantinho Gaúcho, de Carolina Bouvie
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