Esqueça aquela cena comum em grandes shows gauchescos: público na frente do palco, tirando fotos, contemplando os artistas. Na apresentação de Joca Martins, sábado, no CTG Gomes Jardim, em Guaíba, o salão ficou lotado no início ao fim da apresentação do cantor. "Casório de fronteira" e "Eu não sou Convencido", do Gildo de Freitas, fizeram parte do repertório bailável. Claro, não poderia faltar o sucesso recente "Nem que o mundo venha abaixo", o ponto alto da noite. E quando tudo parceria ter encerrado, com o público retornando para as mesas, eis que Joca lasca um medley chamado "Bailanta do Joca',  de levantar a poeira do galpão, com Bailanta do Tibúrcio, Cantador de campanha e Pra bailar de cola atada.

Essa modalidade de apresentação abre uma nova perspectiva para quem organiza bailes gaúchos, em especial, os CTGs. O patrão pode contratar um conjunto pequeno, e depois emendar com a apresentação do Joca. Ninguém fica parado. Será que ver o público dançando em vez de ficar em frente ao palco, incomoda o artista? "Muito pelo contrário. Da mesma forma que me alegra quando estão assistindo, me alegra quando estão dançando. São duas mandeiras das pessoas manifestarem sua alegria naquele momento, afirma Joca.

Voltando a Guaíba: a noite de sábado, no Gomes, foi ainda mais especial porque o encerramento da bailante foi feito pelo João Luiz Corrêa e grupo Campeirismo. Daquele jeito que todos conhecem: estilo agradão, carismático. Mais uma vez, João chegou a descer do palco para atender aos fãs, durante o baile. O Pachola, vocalista, assumiu as rédeas do vocal.. Mais de 800 pessoas enfrentaram o frio para se "aquecer" no centro de tradições. Foi um baile gaúcho, mas pode chamar de show.

por Giovani Grizotti
Fonte: portal do Repórter Farroupilha no G1
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