Baile que é bom tem que ter uma sequência de uns dois ou três Chamamés, pro índio véio dar aquela cansada e depois o gaiteiro puxar uma valsa pra descansar. 

Mas tu sabe tudo sobre o tal do Chamamé? Não? Então CONTINUA LENDO e descubra um pouco mais!

"A palavra chamamé possui várias definições. (...) Associam Chamamé as expressões “assim no más”, “qualquer coisa”, “sempre eu”, “a minha amada”, “minha dona”, “enramada”, “de qualquer maneira”, julgando-as como seu verdadeiro significado.” 

Bã, mas mais ou menos uns vinte autores diferentes definiram Chamamé como tanta coisa diferente que fica até meio brabo saber o que é realmente, mas seguimos... 

“Ivan Bianquetti, professor de Guarani, explica que esta dança originou-se na tribo “Kaiguá”, situada na fronteira entre Corrientes e Brasil. Também afirma haver presenciado pessoalmente os “Kaiguás” dançando-a e cantando-a ao som de uma espécie de taquara e de uma guitarra de cinco cordas, chamada m’baracá.” 

Bueno, esse xirú diz que saiu dos índios, então quem sou eu pra contestar?

“Diz que o nome surgiu depois da música. Chamamé seria, então, o nome originiário da música e da dança Guaranítica conhecida como Polkakirei (polca movida e ligeira, ritmo ágil, viril e contagiante). Segundo o historiador, a palavra teria origem na frase “Che amoa memé”, que significa “te dou sombra constantemente”, “te protejo” ou “enramada”. 

Che, que é ágil é. Ligeira? Também. Contagiante? Nem se fala. Então tem sentido, tem lógica... 

“A suave sonoridade das melodias da natureza: o sussurro da brisa entre as folhagens, e a brusca transição: o bramido das tempestades, refletem-se no ritmo da dança, caracterizam a sua cadência musical. O Chamamé traduz a natureza, que uniu a alma ao espírito do Guarani”.

Que coisa mais profunda hein?! Olha, só quem dança consegue interpretar todos esses sentidos que foram citados. Que coisa buena! 

“Consideradas  a única e verdadeira música e dança guaranítica que os usos e costumes mantiveram. É autenticamente campesina: não realizada nos salões, mas monte adentro e campo afora, embaixo das ramadas.” 

Dança com um baita refinamento, e ao mesmo tempo repleta de simplicidade, que espetáculo!

“O chamamecero Padre Julian Zini diz que o Chamamé é uma forma bonita de viver, de onde vem a forma de dançar da nossa gente do campo, sem academia, nem modelo. Corrientes é o centro deste fenômeno, que se estende ao Uruguai, Brasil e Paraguai.”



Gracias Hermanos argentinos!!

“O Chamamé, na forma como foi introduzido no Rio Grande do Sul, perdeu grande parte de suas características de origem, agauchando-se e adquirindo novas formas de execução caracteristicamente regionais. Constante é o fato dos pares dançarem enlaçados como na Valsa.” 

Por isso tanta diferença do nosso Chamamé para o restante das Américas. Quando chegou aqui o índio véio viu aquilo e pensou: “Che, para aí! Isso aqui é melhor fazer assim ó...”. Com certeza foi desse jeito!

Resumidamente, a dança é em ritmo ternário ¾, e pode ser dançado Marchado, Marchado Cruzado, e com diversas variantes.

Se tu quiser mais informações e descrições sobre a forma de dançar, podes encontrar no livro “Compêndio Técnico Ilustrado de Danças Gaúchas de Salão” organizado por Suzana Schwuchow e publicado pelo MTG. Desta obra também foram retiradas todas as demais citações acima.



Fonte: portal Estância Virtual 
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