Se tu nunca ouviu falar nada nada nada sobre o tal Barbosa Lessa, tem alguma coisa errada. Também não é um problema, porque nunca é tarde para conhecer um pouco mais sobre figuras tão importantes como Paixão Côrtes, por exemplo. 

Então te prepara, ceva um mate, e CONTINUA LENDO que com certeza tu não vai te arrepender!

1 – COMO SURGIU O TAL BARBOSA LESSA? 

Barbosa Lessa nasceu em Piratini, em 1929 e faleceu em Camaquã em 2002, vitima de câncer. Bacharel pela Faculdade de Direito de Porto Alegre, produtor de rádio e televisão, poeta e ficcionista ofereceu uma inestimável contribuição à cultura gauchesca, como produtor literário, historiador e crítico do regionalismo. 

2 – O QUE LESSA PRODUZIU? 

Foi autor dos contos “Para uma mentira boa, outra melhor” (1943), “O boi das Aspas de Ouro” (1958), “Estórias e Lendas do Rio Grande do Sul” (1960), “Rodeio dos Ventos” (1978), “História do Índios” (1985), “ História das Missões” (1985). 

Com o romance “Os guaxos” (1959) recebeu o Prêmio da Academia Brasileira de Letras. 

 No gênero infanto-juvenil, escreveu “Aventura na Serra do Pinto”, “O Negrinho do Pastoreio”, “O Burrinho Marco Polo” e “O tesouro do Arroio do Conde”, todos em 1986.

3 – ESCREVEU ALGUMA MÚSICA? 

Barbosa Lessa, caso tu não saiba, participou da pesquisa de diversas danças, e escreveu por exemplo a “Rancheira de Carreirinha”. Além disso, a música “Negrinho do Pastoreio” foi uma de suas composições mais reconhecidas. Da uma lembrada: 

"Negrinho do Pastoreio
Acendo esta vela pra ti
E peço que me devolvas
A querência que eu perdi 

Negrinho do pastoreio
Traze a mim o meu rincão
Eu te acendo esta velinha
Nela está meu coração"

4 – O QUE CONTRIBUI NA PESQUISA SOBRE O RIO GRANDE?

Escreveu “O sentido e o valor do tradicionalismo”, apresentado no I Congresso Tradicionalista em Santa Maria no ano de 1954. A importância deste momento é imensurável, pois abriu os olhos da sociedade gaúcha quanto a importância de conhecermos os nossos costumes. Da uma lida em um trecho:

"O Tradicionalismo deve ser um movimento nitidamente POPULAR, não simplesmente intelectual. É verdade que o tradicionalismo continuará sendo compreendido, em sua finalidade última, apenas por uma minoria intelectual. Mas, para vencer, é fundamental que seja sentido e desenvolvido no seio das camadas populares, isto é, nas canchas de carreiras, nos auditórios de radioemissoras, nos festivais e bailes populares, na "Festas do Divino" e de "Navegantes", etc."

5 – APÓS A SUA MORTE, O QUE FALARAM SOBRE ELE?

Uma das principais homenagens ao Lessa foi do grande Bagre Fagundes, que escreveu:

"Assim foi Lessa, um professor que teve a fantástica visão de que a gauchada somente se libertaria da condição de papagaio repetidor da cultura dos outros se voltássemos os olhos e a nossa própria para o que somos e que é nosso por dádiva divina. Tendo acordado para essa simples realidade, Lessa acordou o Rio Grande no seu sonho maravilhoso e generoso e nasceu o Movimento Tradicionalista Gaúcho. "

Seu irmão Nico Fagundes também deixou uma importante lembrança:

"O que o Rio Grande do Sul deve a esses homens não se paga com dinheiro: de lá para cá, todos sabem o que aconteceu e todos sabem que Lessa foi o leme firme desse grande barco. Paixão Côrtes está aí e estará sempre, porque já é estátua-símbolo de Porto Alegre. Glaucus encilhou o pingo e se foi bochinchar nos galpões do infinito. Lessa, agora, estendeu os arreios e foi sestear."

6 – ONDE POSSO ENCONTRAR MAIS INFORMAÇÕES? 

Clicando NESTE LINK, tu encontras uma série de reportagens recolhidas após a morte de Lessa. São diversas informações, homenagens, textos, etc... 

7 – QUAL A LIGAÇÃO ENTRE PAIXÃO CÔRTES E BARBOSA LESSA? 

Paixão e Lessa, partiram juntos para as primeiras pesquisas de campo, visando recuperar anos de cultura gaúcha que ficaram perdidos no tempo. Viajaram para o interior, de rincão em rincão, buscando qualquer aspecto fundamental da nossa formação, seja culinária, dança, música... Graças a eles, hoje os CTGs existem e podem continuar propagando e mantendo viva a chama do tradicionalismo.

BÔNUS - PAIXÃO CÔRTES, QUEM FOI BARBOSA LESSA PARA O SENHOR? 

Paixão: Barbosa Lessa foi meu companheiro desde os primeiros momentos quando se fundou o departamento de tradições. Ele estudava no mesmo colégio que eu que era o Julio de Castilhos, eu a noite e ele pela tarde, e quando desfilamos acabamos nos encontrando em praça pública. Desde aquele momento nos identificamos profundamente. Eu sempre falo que Lessa continua com a gente, pois os seus pensamentos, suas ações, o seu trabalho, foi de um escritor inteligentíssimo. É uma tristeza que eu recordo a ausência do Lessa para a cultura do Rio Grande do Sul e Brasileira, mas ele com seus livros, suas obras, seus estudos, seus pensamentos, estão aí dando uma grande contribuição para literatura Brasileira e para o Movimento Tradicionalista.


Fonte: blog Paixão Côrtes e portal Estância Virtual. Para saber mais, clique aqui.
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