A maioria destas palavras foram pesquisadas no livro Vocabulário Guarany, de autoria do Major Quirino Nunes Pereira, livro este editado em 1922 pela Casa Editora Papelaria 5 de Maio, ou seja, há exatamente 94 anos, cuja redação foi do Monsenhor Estanislau Wolski. O livro Vocabulário Guarany é o resultado das andanças e testemunho “in loco” do Major Quirino em suas cruzadas pelas Missões entre os anos de 1892 e 1895. Este livro (uma raridade) encontra-se exposto no Museu Paulina Alves Pereira, de Bossoroca – RS. Obs: foi respeitada a grafia tal qual está no livro. Autor da pesquisa: João Antunes.

Abaeté: gente boa.
Abaetetuba: lugar cheio de gente boa.
Amanbaé: lavoura da família.
Assuy: aguada grande.
Baipendy: descampado.
Bangu: rocha negra.
Batu: canavial.
Batuvy: cana verde.
Biboca: moradia humilde.
Butuhy: rio das mutucas.
Caiboaté: mato alto.
Caçapava: mato ralo.
Curuçu: cruz.
Icamaquã: rio da gruta de negros.
Caaró: erva amarga.
Capão: mato redondo.
Carovy: mato verde.
Carioca: kari'oka, casa do branco.
Ceará: canto de araras.
Catimbau: mato branco.
Chimbucu: nariz comprido.
Caverá: mato que reluz.
Cumandahy: rio do feijão.
Curitiba: o pinheiral.
Curumim é o menino também chamado guri.
Erechim: o campinho.
Giruá: porongo amargo.
Guanabara: saco de mar.
Guarita: lugar apertado.
Guaíba: o ingaseiral.
Guaracy: sol.
Guarany: guerreiro.
Guri: do coração.
Ibiá: a coxilha.
Ibicuá: terra de buracos.
Ibicuí: rio da areia fina.
Ibirocahy: rio do pau queimado.
Iby-Soroc: rasgão no solo, voçoroca, barroca, Bossoroca.
Ijuhy: rio de rãs.
Iguaçu: rio grande.
Iguariaçá: rio do vale do araçá.
Inhacapetum – Rio cabeça negra.
Inhacurutum: serro da coruja.
Ipacarahy: lagoa bendita.
Ipiranga: I é água e Piranga é vermelho: rio vermelho.
Irapuá: colméia redonda.
Iraty: a abelhinha.
Itahy: arroio da pedra.
Itaipu – Ita é pedra e Pu é estrondo: pedra que chora, fonte das pedras.
Itajubá: pedra amarela.
Itaóca: casa de pedra.
Itapema: taipa de pedra.
Itapeva: pedra chata.
Itapuã: pedra de ponta, pedra redonda em pé.
Itaqui – Pedra de afiar.
Itaroquém: porta de pedra.
Itacuruby: rio do pedregulho.
Ivahy: rio feio.
Ivorá: arroio bonito.
Itaú: pedra negra.
Itu: a cachoeira.
Jacaquá: cesto furado.
Jacuhy: rio dos jacus.
Jaguatirica: tigre medroso.
Jaguari: rio do jaguar, rio das onças.
Japeju: o lamaçal.
Juçara: palmeira fina e alta com um miolo branco, do qual se extrai o palmito.
Maranhão: mar pequeno.
Manuan: arroio morto, água quase parada.
Nhanduhy: rio de avestruz.
Nitheroy: saco de mar.
Paraguay: cauda de mar.
Pará: rio mar.
Paraná: mar.
Parobé: lagoa salobra.
Paraty: praia calma.
Pernambuco: mar com fendas, recifes. Penhasco no mar à flor d’água,mar largo.
Pindaíba: anzol ruim, quando não se consegue pescar nada.
Piquiry: pé pequeno.
Pirapó: peixe pula-pula.
Piraju: peixe amarelo.
Pirapó: saldo de peixe, peixe que pula.
Piratinin: rio do peixe seco.
Puitan: água vermelha.
Rio Uruguai: rio galinha de rabo, neste caso, saracura.
Sapyranga: olhos vermelhos.
Sergipe: rio do siri.
Tiririca: arrastando-se, alastrando-se, erva daninha que se alastra com rapidez.
Tocantins: bico de tucano.
Tuiuty: brejo branco.
Tupambaé: lavoura do comum.
Tupancy é mãe de Deus
Tupantuba: pai de Deus.
Tupy: grande pai.
Ubiratan: madeira-rocha: pau-ferro.
Uruquá: poço de galinha.
Yawara (tupi): jaguar, cão, cachorro, lobo, gato, onça.


Contribuição do meu amigo João Carlos Oliveira Antunes
por Paulo Ricardo Costa
Fonte: blog Entre Mates e Guitarra
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