O estabelecimento de um estande adequado de plantas é fundamental para obter bons rendimentos.

Artigo: Áureo Lautmann, consultor técnico do Soja Brasil
Depois de iniciada a semeadura da soja, após o período do vazio sanitário, começa-se agora o acompanhamento da cultura durante um espaço de tempo de 95 até 120 dias. A semeadura eficiente e emergência rápida e uniforme das plântulas são essenciais ao estabelecimento da lavoura e consequentemente ao alcance de bons rendimentos.

A cultura de soja, da germinação à colheita, é submetida a contínuos estresses de natureza biótica e abiótica, de diferentes magnitudes.

A germinação pode ser afetada, entre outros fatores, por deficiência ou por excesso de umidade do solo, por baixa temperatura de solo pelo contato com fertilizantes, por insetos ou por patógenos.

A emergência pode ser afetada também, pela dificuldade de romper a camada de solo devido à excessiva profundidade em que foi colocada a semente ou devido à formação de encostamento da camada superficial do solo. O desenvolvimento do sistema radicular pode ser inibido pelo efeito de sais componentes dos fertilizantes, pela compactação do solo e pela falta de aeração, por danos causados por insetos- pragas, por nematoides e por agentes causadores de doenças.

A má emergência pode ser consequência de uma série de fatores agindo isoladamente ou conjuntamente e caracteriza-se pela ausência ou baixa densidade de plântulas (falhas) na linha de semeadura e atrasos de emergência.

As causas mais comuns desta má emergência, são: a baixa qualidade fisiológica ou sanitária das sementes, o tratamento de sementes ou a inoculação com excesso de água, a semeadura em solo com temperatura e umidade inadequadas e semeadura mal feita.

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Para garantir uma boa emergência, recomenda-se efetuar a semeadura sempre com sementes de boa procedência e de qualidades fisiológica (alto vigor) e sanitária, comprovadas (ausência de doenças) e atentar para praticas e cuidados recomendados para semeadura.

Semeadura em solo com baixa umidade, ou “no pó” prejudica o processo de germinação, podendo, torná-lo mais lento, expondo as sementes às pragas e aos micro-organismos do solo, reduzindo a chance de obtenção de população desejada.

A soja é uma espécie que apresenta grande plasticidade quanto à resposta ao arranjo espacial de plantas, variando o numero o número de ramificações e de vagens e grãos por planta e o diâmetro do caule, de forma inversamente proporcional à variação na população de plantas. Não apresentando por isso diferenças significativas em rendimento em uma considerável faixa de população de plantas e de espaçamento entre fileiras.

Nos casos em que o aumento de população causa efeito acentuado no acamamento das plantas, populações mais altas, podem levar à redução no rendimento de grãos. Variações entre 200 a 500 mil plantas/ha normalmente, não influenciam o rendimento de grãos ou faz muito pouco, aumentando ou reduzindo, dependendo de diversos fatores.

A população de ideal de plantas de soja é, normalmente informada para os produtores, nos boletins descritivos de cada cultivar, em função de: habito de crescimento, grupo de maturidade, altitude e época de semeadura.

Fonte: Canal Rural
Axact

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